Investigação

MPF denuncia responsáveis por pirâmide da BBom

De acordo com Ministério Público, cinco pessoas foram responsáveis por golpe de R$ 2 bilhões

Do JC Online
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Publicado em 18/09/2014 às 12:14
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De acordo com Ministério Público, cinco pessoas foram responsáveis por golpe de R$ 2 bilhões - FOTO: Reprodução da internet
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O Ministério Público Federal denunciou nesta quarta (17) cinco pessoas por criação de pirâmide financeira envolvendo a BBom, hoje uma gerenciadora de microfranquias de produtos como rastreadores veiculares, cafés, produtos para alisamento de cabelo e ozônio para purificação de água, entre outros. Segundo o Ministério Público, o número de consumidores lesados chega a um milhão e o faturamento do negócio somou R$ 2 bilhões.

Para o Ministério Público, os cinco empresários se associaram de forma criminosa e montaram uma pirâmide sob o disfarce do que chama de microfranquiados, além da negociação de contratos de investimento coletivo sem o devido registro. 

Os denunciados vão responder por crimes contra o mercado de capitais, sistema financeiro e economia popular e ainda por lavagem de dinheiro. Eles teriam se articulado para ocultar patrimônio e movimentar, em contas de terceiros, recursos obtidos de quem se associou ao chamado Sistema BBom. Foram denunciados João Francisco de Paula, Paulo Ricardo Figueiró, Ednaldo Alves Bispo, Sérgio Luís Yamagi Tanaka e Fabiano Marculino Montarroyos.

O esquema atraiu investimentos com a oferta de vários tipos de bônus. Um deles garantiria uma rentabilidade fixa de aproximadamente 25% ao mês a investidores que, segundo o Ministério Público, nada precisavam fazer além de entregar um valor estabelecido de vendas. As demais bonificações seriam pagas para quem trouxesse novos investidores, o que lhe daria características de pirâmide, pois quem entra depois não consegue recuperar o investimento, afirmou o Ministério Público. 

Para os procuradores, a venda de rastreadores seria só um disfarce para a pirâmide. Os cinco denunciados trabalhavam com a emissão de contratos de investimento coletivo e criaram uma gigantesca pirâmide, disse o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, autor da denúncia. A reportagem não conseguiu falar com os denunciados. O site da BBom não tem números de telefone para potenciais clientes se comunicar em com os administradores. O sistema de suporte também estava fora do ar.

MEMÓRIA

A Telexfree, mais um caso da recente leva de pirâmides no Brasil, segue bloqueada e se defendendo ao mesmo tempo na Justiça americana e brasileira. Assim como no Brasil, nos Estados Unidos ela foi paralisada e acusada de ser pirâmide, um caso de fraude e conspiração. Mês passado, o porta-voz do negócio no Brasil, Carlos Costa, em vídeo, prometeu devolver R$ 250 milhões aos “divulgadores”, como são chamados os investidores da Telexfree. Costa é candidato a deputado federal pelo PRP no Espírito Santo.

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