Telecomunicações

Anatel encerra primeiro dia de leilão com arrecadação de R$ 762,6 milhões

Nextel arrematou a faixa de 1,8 gigahertz (GHz) para oferecer o serviço de 4G na Região Metropolitana de São Paulo

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 17/12/2015 às 20:25
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Nextel arrematou a faixa de 1,8 gigahertz (GHz) para oferecer o serviço de 4G na Região Metropolitana de São Paulo - Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encerrou o primeiro dia do leilão de sobras de radiofrequências com uma arrecadação de R$ 762,6 milhões, com a venda de 41 dos principais lotes oferecidos. Como esperado pelo mercado, a Nextel arrematou a faixa de 1,8 gigahertz (GHz) para oferecer o serviço de 4G na Região Metropolitana de São Paulo (DDD 11), por R$ 455 milhões. Esse era o lote mais valioso do certame, e teve a empresa como única proponente na disputa pela faixa que era utilizada pela extinta Unicel na capital paulista.

A Telefônica Vivo foi a segunda empresa a gastar mais no leilão, desembolsando um total de R$ 185,450 milhões com a compra de sete lotes na faixa de 2,5 GHz para ampliar a oferta de 4G em localidades importantes como as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de Florianópolis e Porto Alegre. A empresa também comprou lotes em Tocantins e em Mato Grosso do Sul.

Já a Claro adquiriu 19 lotes de 2,5 GHz, que, somados, totalizaram R$ 61,959 milhões em licenças. A companhia arrematou lotes no interior dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de faixas em municípios do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Acre, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Ceará.

A TIM levou os lotes de 2,5 GHz das regiões metropolitanas do Recife e Curitiba, por R$ 56,5 milhões. A Sercomtel precisou desembolsar apenas R$ 241 mil para ampliar a oferta de 4G em dois lotes na sua área de concessão, no interior do Paraná.

A TPA Telecomunicações levou três lotes de 2,5 GHz para oferta de banda larga em cidades do interior de Santa Catarina por R$ 2,455 milhões, enquanto a Ligue Telecomunicações adquiriu seis lotes de 2,5 GHz no interior dos Estados de Minas Gerais e Paraná por um total de R$ 1,045 milhão. E a Clivo Participações arrematou apenas um lote no interior de São Paulo, por 120 mil.

O leilão de sobras de radiofrequências da Anatel continua nesta sexta-feira, 18, com a abertura das propostas dos milhares de lotes municipais de 2,5 GHz voltados para pequenos provedores. A média de preço desses lotes menores é de cerca de R$ 10 mil.

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