CPMF

No Twitter, Bolsonaro descarta recriação de CPMF e aumento de tributos

Bolsonaro também repercutiu a exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra

Agência Brasil
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Publicado em 11/09/2019 às 18:18
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Bolsonaro também repercutiu a exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra - FOTO: Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) descartou nesta quarta-feira (11), em mensagem no Twitter, a recriação da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] ou o aumento da carga tributária.

Ele repercutiu ainda a exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. De acordo com a publicação, a saída de Cintra do cargo está ligada à defesa que o agora ex-titular da Receita fazia da criação de um novo imposto sobre movimentações financeiras.

"Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto da reforma tributária. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do Presidente", escreveu Bolsonaro.

Confira a publicação

Na nota em que anunciou a exoneração do secretário, o Ministério da Economia destacou “que não há um projeto de reforma tributária finalizado" e que a equipe econômica "trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento". 

Bolsonaro segue internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde foi submetido à uma cirurgia para correção de uma hérnia incisional. O procedimento é parte do tratamento relacionado ao ferimento de faca sofrido pelo presidente há um ano, durante um ato de campanha eleitoral.

Demissão de Marcos Cintra

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, defensor da volta da nova "CPMF", foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (11). O Ministério da Economia divulgou uma nota sobre o caso. Ele será substituído interinamente pelo atual subsecretário-geral da Receita, José de Assis Ferraz Neto. A saída de Cintra foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem apurou, a razão da exoneração de Cintra foi a apresentação na terça-feira, 10, pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva, da proposta de criação da contribuição sobre pagamentos (CP), com alíquotas de 0,2% e 0,4%.

Marcos Cintra é defensor do chamado imposto único no lugar dos mais de 90 que existem no Brasil atualmente. Diferente do que afirmava o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Cintra defendia abertamente o retorno do tributo sobre movimentações financeiras.

O Ministério da Economia informou que Cintra pediu exoneração do cargo e esclarece, na nota, que não há um projeto de reforma tributária finalizado. "A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento", afirma.

A nota não cita a criação de um imposto sobre pagamentos.

"A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro", completa o texto.

Ferraz Neto, que assume o Fisco interinamente, foi indicado para o cargo de subsecretário-geral há menos de um mês, quando o então titular da subsecretaria, João Paulo Ramos Fachada Martins da Silva, saiu em meio a ameaça de entrega de cargos na Receita por ingerência política.

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