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Caged: cana-de-açúcar salva expansão do emprego em Pernambuco em setembro

Foram gerados 15.248 empregos celetistas, o maior saldo entre todos os Estados do Brasil

Da Editoria de Economia
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Publicado em 23/10/2015 às 15:33
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foram gerados 15.248 empregos celetistas, o maior saldo entre todos os Estados do Brasil - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Atualizado às 18h05

Graças a um componente sazonal, o início da moagem da cana-de-açúcar, Pernambuco teve, em setembro, o maior saldo de geração de emprego entre todos os Estados do Brasil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. 

Foram gerados 15.248 empregos celetistas, uma expansão de 1,16% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior.

Em termos setoriais, tal comportamento foi proveniente da expansão do emprego principalmente nos setores da Indústria de Transformação (+14.521 postos, devido à criação de 10.824 postos e 2.061 postos nas atividades de Fabricação de Açúcar em Bruto e refinado, respectivamente), da Agropecuária (+5.818 postos, devido às atividades de Cultivo da Cana de açúcar: +4.142 postos e Cultivo da Uva: + 1.214 postos), cujos saldos superaram a queda dos Serviços (-4.381 postos).

Os três municípios com maior geração de vagas foram Sirinhaém (saldo de 2.177 postos de trabalho), Cabo de Santo Agostinho (2.046) e Goiana (1964). No Recife, o saldo de emprego ficou negativo em setembro, em -2.344 vagas.

VARIAÇÕES ACUMULADAS

No entando, na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos primeiros nove meses de 2015, houve decréscimo de 65.697 postos (-4,72%) em todo o Estado de Pernambuco. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se retração de 5,81% no nível de emprego ou -81.807 postos de trabalho.

METODOLOGIAS

Nesta quinta (22), o IBGE divulgou sua pesquisa mensal de emprego, a PME. O resultado foi uma retração geral do mercado de trabalho no acumulado do ano e dos últimos 12 meses e estabilidade na comparação mensal. Mas vale lembrar que são metodologias e localidades diferentes.

Por exemplo, a PME levanta informações junto aos domicílios de apenas seis regiões metropolitanas. O MTE, em todas as unidades de federação, incluindo meio urbano e meio rural, e junto às empresas, abrangindo apenas o mercado formal. 

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