Opinião

Fernando Castilho: preço da carne terminará 2019 na baixa

No Grande Recife, variação acumulada no preço da carne é de 11,41%

Felipe Amorim
Felipe Amorim
Publicado em 06/12/2019 às 22:31
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Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
No Grande Recife, variação acumulada no preço da carne é de 11,41% - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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No dia 21 de novembro, quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales – numa reunião com os governadores da Região – disse que o Brasil iria cobrar numa conferência da ONU US$ 100 milhões como indenização pelo desmatamento da Amazônia, o mercado de boi gordo operou uma das maiores alta dos últimos cinco anos, com a arroba saindo de R$ 205,94 para R$ 228,53, chegando a R$ 230,02 no dia seguinte.

O crescimento dos preços em apenas dois dias foi o ápice de um movimento surpreendente, uma vez que, em dois anos, o preço da arroba subiu de R$ 147,79, em janeiro de 2018, para R$ 162,94, em outubro último, fazendo com que a carne não tivesse grande interferência no índice de inflação no período.

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Há poucas chances de o preço da carne voltar aos índices de outubro, quando iniciou a subida depois que a China autorizou mais empresas brasileiras a exportarem para aquele país. Mas como já se pôde ver ontem no fechamento dos mercados, o Brasil foi para o churrasco do fim de semana com uma arroba de boi já cotada a R$ 195,35, indicando que até o fim de 2019, os preços devem se estabilizar.

Embora não se acredite que voltará aos cômodos R$ 162,94 de outubro. Mas como se disse aqui na Coluna, na edição de terça-feira, a tendência é de baixa. Embora já esteja certo que a confraternização de Natal deste ano será mais cara. Ou terá menos carne de boi na grelha.

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