Varejo

Vendas do comércio crescem na reta final para o Natal

Consumidores correm para fazer as últimas compras antes do Natal

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 23/12/2019 às 18:24
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Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Na reta final das compras para o Natal, as vendas no comércio varejista esquentaram. Nesta segunda-feira (23), o movimento nas ruas do Centro do Recife e nos shoppings foi de muitos consumidores em busca dos últimos presentes ou de itens pendentes. Em compras no RioMar Recife, a aposentada Edlene Gomes chamou atenção pelo número de sacolas que carregava. Eram pacotes de grifes de roupas, lojas de utensílio para casa e rede de brinquedos. Ela percorreu 378 quilômetros de Patos (PB) até o Recife para acompanhar o marido em uma viagem de negócios e aproveitou para ir às compras. No RioMar, a expectativa é de um crescimento entre 10% e 12% nas vendas deste Natal, em comparação com 2018.

“Eu ia só dar uma volta, mas enlouqueci com a qualidade das lojas e dos produtos e resolvi comprar. Gastei uma média de R$ 1,8 mil de uma só vez. Comprei presentes para meus quatro netos, além de itens para casa e para mim”, conta. A consumidora paraibana também ficou impressionada com a decoração do centro de compras, que recebeu investimento de R$ 3 milhões e traz uma “pegada” tecnológica, com uma árvore gigante de 21 metros com LED, cores e música. Hoje, o consumidor que deixou as comprar para a última hora, precisa lembrar que o shopping funciona das 9h às 18h.

TEMPORÁRIOS

Essa época do ano também é um tempo de esperança e expectativa para para quem está em busca de colocação no mercado de trabalho. No RioMar, as contratações temporárias este ano tiveram crescimento de 10%, em relação ao mesmo período do ano passado. A abertura de vagas temporárias nos período das festas acaba se transformando em emprego fixo para tem demonstra bom desempenho e se diferencia.

Essa é a expectativa de Carolina Santos, 24 anos, que estava desempregada há três meses e conseguiu uma vaga de vendedora na rede de vestuário Cattan. “Eu comecei a trabalhar no dia 30 de novembro e venho conseguindo bater a meta diária de vendas e ter uma boa relação com os clientes e meus colegas. Minha expectativa é ficar trabalhando aqui, mas se precisar ser dispensada em janeiro, quero juntar o dinheiro do período de trabalho na Cattan e mais algum que tenho guardado para colocar um negócio de venda de roupas pra mim”, adianta Carolina, dizendo que quer aproveitar sua experiência na área.

O gerente da Cattan da Rua Nona, Marcos Santos, que trabalha na rede há 16 anos, diz que o movimento bem. “As vendas começaram a crescer a partir da segunda quinzena de dezembro, em função do pagamento do 13º salário, do FGTS e porque culturalmente as pessoas deixam as compras para a última hora. Nossa expectativa é crescer 5% e estamos atingindo essa média.

O destaque tem sido as peças brancas, que vendem bem tanto no Natal quanto no Ano Novo”, observa. O gerente diz que o tíquete-médio do consumidor da Cattan é de R$ 58 e que a rede conta com 63 lojas no Norte e Nordeste, sendo 40 delas só em Pernambuco. Para este final de ano, a Cattan contratou 17 funcionários temporários só para a loja da Rua Nova, totalizando um quadro de 31 pessoas.

Além de vestuário, outro setor que garante bom crescimento de vendas no final do ano é o de calçados. Com 168 lojas no Brasil, sendo 15 em Pernambuco, a unidade da rede Di Santinni na Rua Nova também viu o movimento explodir a partir da última quinta-feira e teve o grande boom no último fim de semana antes do Natal. “Nossa expectativa é crescer 7% no final de ano, em comparação com 2018, e nós estamos conseguindo. O feminino sempre foi o carro-forte na área de calçados, mas como somos uma região litorânea, existe uma tendência de substituição dos calçados de festa por rasteirinhas e sapatilhas”, revela o gerente da Di Santinni, Clélio Nascimento. Segundo o comerciário, o tíquete médio fica entre R$ 150 e R$ 180.

Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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