Conjuntura

Refinaria e Jeep puxaram para cima o PIB per capita de Pernambuco

Estado passou do quinto para o primeiro lugar valor do PIB per capita do Nordestee

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 18/02/2020 às 18:45
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Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
Estado passou do quinto para o primeiro lugar valor do PIB per capita do Nordestee - FOTO: Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
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Durante a apresentação do Boletim Regional apresentado nesta terça-feira (18) pelo Banco Central no Recife, Pernambuco teve um capítulo especial. A implantação dos grandes empreendimentos no Estado, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), do Estaleiro Atlântico Sul (hoje em processo de recuperação judicial) e da montadora da Jeep fizeram com que o Estado comemorasse mudanças estruturais. Fábio Silva destaca que uma delas foi o aumento da participação do Estado na composição do PIB do Nordeste. “Em 2010, Pernambuco tinha participação de 18,6% no PIB da região, mas essa fatia sobe para 19% em 2017 (ano mais recente do PIB oficial fechado). O Ceará também apresentou um aumento de 15,2% para 15,5%, enquanto quem perdeu foi a Bahia, com um recuo de 29,5% para 28,2%”, detalha.

Pernambuco também registrou um forte avanço no PIB per capita no mesmo período analisado pelo BC. Em 2010 o PIB per capita do Estado ocupava a 5ª colocação no Nordeste, com valor de R$ 11 mil. Já em 2017, o valor saltou para R$ 19,2 mil e alçou o Estado à primeira posição no PIB per capita da região. “Esse avanço fica claro quando se observa o aumento da participação de setores de alto valor agregado como veículos e derivados de petróleo e biocombustíveis, revelando a importância da montadora da Jeep, em Goiana, e da Rnest, em Suape”, diz Silva.

REFINARIA E JEEP

Em 2010, a participação de veículos na indústria de transformação não chegava a 1% (0,3%), enquanto em 2017 disparou para 10,9%. No caso dos derivados de petróleo e biocombustíveis, o peso do setor passou de 0,5% em 2010 para 11,8% em 2017. Por outro lado, perderam participação alimentos, bebidas e produtos químicos.

Um indicador que ainda preocupa em Pernambuco é a taxa de desemprego (14%) que, embora venha registrando queda nos últimos trimestres, permanece acima da média nacional (11%) e do Nordeste (13,6%). Outro agravante é a elevação da informalidade no Estado, que encerrou 2019 em 48,8%, também acima da média brasileira (41,1%) e da região.

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