Racismo

Grêmio pedirá efeito suspensivo após punição do STJD

Clube gaúcho foi excluído da Copa do Brasil por causa de ofensas racista de alguns torcedores contra Aranha, goleiro do Santos

Danilo Galindo
Danilo Galindo
Publicado em 05/09/2014 às 9:10
Foto: Lucas Uebel / Grêmio / FBPA
Clube gaúcho foi excluído da Copa do Brasil por causa de ofensas racista de alguns torcedores contra Aranha, goleiro do Santos - Foto: Lucas Uebel / Grêmio / FBPA
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O Grêmio vai entrar com pedido de efeito suspensivo da decisão da 3.ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que excluiu na quarta-feira o clube da Copa do Brasil por causa das ofensas racistas de alguns de seus torcedores contra o goleiro Aranha. A medida poderá ser tomada até segunda-feira, mas é possível que ainda nesta sexta advogados do clube ingressem com o pedido.

O efeito suspensivo deverá ser concedido. Com isso, a disputa entre Santos e Grêmio pela vaga nas quartas de final permanecerá suspensa. Para que a polêmica não se arraste e o torneio fique livre do risco de paralisação, o pleno do STJD estuda julgar o caso em última instância na próxima semana ou no máximo na semana seguinte.

Pelo menos por enquanto essa deverá ser a única atitude do Grêmio contra a decisão do tribunal. Até a noite de quinta-feira o clube não considerava a possibilidade de pedir a anulação do julgamento, baseado em supostas mensagens racistas publicadas no perfil do auditor Ricardo Graiche numa rede social. Graiche votou pela condenação do Grêmio.

A corregedoria do STJD vai investigar o caso. Na quinta, o presidente do órgão, Caio Cesar Rocha, determinou a instauração de sindicância contra Graiche. O objetivo é apurar se as mensagens são verdadeiras ou se o perfil do auditor do Facebook foi invadido.

A investigação será conduzida pelo corregedor Ronaldo Botelho Piacente. Ele tem até 60 dias de prazo para concluir o inquérito e, se constatar irregularidade fazer a denúncia à procuradoria do tribunal.O Estado telefonou para Graiche oito vezes, sem sucesso. 

Na quinta à tarde, ele se licenciou de suas funções no STJD. Em carta enviada ao presidente da 3ª Comissão Disciplinar, Fabrício Dazzi, pediu também que fosse aberto inquérito, "para que eu possa explicar e esclarecer todos os fatos, que em nenhum momento se revestem do manto do racismo ou da injúria racial".

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