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Confut NE: Mais que atletas, clubes precisam formar pessoas, diz psicólogo

O psicólogo Gabriel Puopolo de Almeida, do sub-20 do São Paulo, comparou clube à escola

Karoline Albuquerque
Karoline Albuquerque
Publicado em 08/11/2019 às 17:32
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Foto: Karoline Albuquerque/Blog do Torcedor
O psicólogo Gabriel Puopolo de Almeida, do sub-20 do São Paulo, comparou clube à escola - FOTO: Foto: Karoline Albuquerque/Blog do Torcedor
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Gestão de pessoas com foco em atletas de base foi o tema abordado pelo psicólogo Gabriel Puopolo de Almeida, nesta sexta-feira (8) à tarde, no Confut NE. Trabalhando com o sub-20 do São Paulo, o profissional de saúde mental destacou a gestão de pessoas como um aspecto estratégico, não só na formação do atleta, mas também da pessoa.

O psicólogo destacou a necessidade de ter um jogador com o DNA do clube não apenas dentro de campo, mas também fora. Como exemplo, citou as redes sociais e exemplificou com o médico Dráuzio Varella.

"Às vezes tem atleta na rede social com mais seguidor do que o doutor Drauzio Varela, que estudou a vida toda para ajudar as pessoas. Se ele está faturando com isso, ele é responsável pelo que publica. Entender que o atleta é um ativo do clube. O comportamento dele trás uma boa ou má percepção da marca do clube", explicou.

Por isso, ele trouxe números da pesquisa FifPRO 2016: apenas 0,3 atletas da base se tornam profissionais. Dos que viram, 83% ganham até um salário mínimo, 13% estão desempregados e apenas 4% ganham acima de 20 salários mínimos.

Ciente dos dados, Puopolo afirma que os clubes precisam também formar a pessoa. E será justamente a pessoa que transformará o jogador em um atleta de sucesso. Por isso, ele classifica o futebol como uma "ciência humana": é preciso saber lidar com gente.

"O clube tem que estar direcionado nisso, em formar a pessoa. O atleta vem à reboque. Pode estar lá treinando, mas a pessoa quem vai dar conta de ser um atleta profissional e se tornar um jogador de alto nível, internacional. Categoria de base é uma escola. Para isso acontecer, desde o porteiro ao diretor executivo tem que saber que é uma escola", completou o psicólogo.

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