Polêmica

Presidente da Federação Pernambucana de Futebol defende execução de envolvidos em tumulto na festa do Santa Cruz

Mandatário deu declaração em entrevista à Rádio Jornal

Luana Ponsoni
Luana Ponsoni
Publicado em 04/02/2020 às 10:54
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, não poupou críticas à legislação que trata os envolvidos em brigas e tumultos de torcidas organizadas. Nesta terça-feira (4), durante entrevista ao radialista Aroldo Costa, da Rádio Jornal, o mandatário defendeu que a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) deveria ter atirado para matar durante a intervenção feita na noite da última segunda-feira (3), quando integrantes da Torcida Jovem do Sport invadiram a festa de 106 anos do Santa Cruz, no Pátio de Santa Cruz. 

 "Tem que se elogiar a conduta da Polícia Militar. Lamento só que tenha atirado para cima, o ideal é que tivesse atirado mesmo. Iríamos ter hoje, sei lá, 30 bandidos a menos, 40, 20... Infelizmente, nós temos esta defasagem, que o presidente (Jair) Bolsonaro ainda não conseguiu fazer, que é nós termos pena de morte . Seria muito adequado para este tipo de gente. Porque este tipo de gente não é gente, são animais que têm que ser executados. Infelizmente, a Polícia Militar não pode nem bater, porque se não vai processar tudo que é policial, nós não podemos botar nem de pé (os envolvidos) no sol no Quartel do Derby, para lavar banheiro e capinar, porque também não pode. Na verdade, nós temos que tratar eles com cafezinho e água, e respeitar esses pseudos direitos humanos que eles têm", ironizou.

Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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ENCONTRO  

 Para debater solução ao repetitivo problema dos confrontos de membros de torcidas organizadas em Pernambuco, Evandro Carvalho revelou que terá uma reunião, na próxima segunda-feira (10), com coordenadoria dos juizados. Além de todos os juízes e representantes da federação também estarão presentes os presidentes de clubes. O presidente da FPF, porém, não se mostrou muito entusiasmado. 

"Confesso que vou desanimado. Porque nada que a gente possa fazer adianta, se não for a força do Estado, a lei, de agir para prender, não adianta nada. Essas pessoas serão identificadas, pois a federação vai contribuir com isso pelo Disque Denúncia, aí vão receber pena de advertência, ficar proibidos de ir a jogos. Só que vão do mesmo jeito, porque não tem onde colocar eles, não tem como colocar 800 torcedores, que é o que eu tenho hoje, proibidos de ir a jogos, onde é que eu vou colocar? Nenhum juizado e delegacia comporta isso. A sociedade está refém desta bandidagem", observou.

 Escute a entrevista de Evandro Carvalho

 

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