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Para evitar lesões, Chelsea monitora ciclo menstrual das jogadoras

O objetivo do clube é também melhorar o desempenho das atletas

Karoline
Karoline
Publicado em 14/02/2020 às 19:26
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Foto: Divulgação/Chelsea
O objetivo do clube é também melhorar o desempenho das atletas - FOTO: Foto: Divulgação/Chelsea
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Corpos biologicamente diferentes precisam de treinamentos diferentes. Justamente por isso e para aumentar o rendimento de suas atletas e diminuir as lesões, o time feminino do Chelsea utiliza um aplicativo de ciclo menstrual para deixar os treinos sob medida.

A técnica Emma Hayes e a comissão do time desenvolveram planejamentos individuais para se adequar às fases do ciclo. De acordo com o clube, eles acreditam que dividir os períodos para alimentação e nutrição pode ajudar a controlar as oscilações de peso que afetam as jogadoras.

O ciclo menstrual é dividido em quatros fases. A primeira é a menstruação em si, quando o tecido uterino descama e os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona estão baixos, e dura em média cinco dias. Em seguida, acontece a fase folicular, quando o corpo se prepara para engravidar e o estrogênio aumenta, com duração de 10 a 22 dias. Em seguida, há a ovulação, mais ou menos no meio do ciclo.

Um óvulo é liberado de um dos ovários para as tubas uterinas. Outro hormônio estimulado nesta fase é o LH (luteinizante), justamente induzindo a ovulação. O óvulo demora até quatro dias para chegar ao útero e espera 24 horas até ser fecundado. Quando a fecundação não acontece, o ciclo entra na fase lútea. A progesterona sobe muito após a ovulação e depois cai de nível para começar novamente o ciclo. Essa etapa é também associada à tensão pré-menstrual (TPM), quando há mudanças hormonais.

Cientes de cada momento do plantel, a comissão técnica sabe quando uma jogadora está mais suscetível aos problemas físicos. Durante a primeira e a segunda fase do ciclo há mais risco de lesão. "Somos mulheres e passamos por momentos muito diferentes dos homens mensalmente", destacou a técnica Emma Hayes.

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