Cobra Coral

Santa Cruz teve lucro na temporada somente com três jogos

Apenas os jogos do Santa Cruz contra Bahia, Sport e Náutico deram saldo positivo

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 02/04/2019 às 7:09
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Apenas os jogos do Santa Cruz contra Bahia, Sport e Náutico deram saldo positivo - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O Santa Cruz não teve prejuízo em apenas três dos dez jogos que disputou em casa entre Estadual, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Em entrevista com o conselho gestor coral, a reportagem do Jornal do Commercio teve acesso a cada relatório financeiro das partidas. Apenas nos confrontos diante do Bahia (Copa do Nordeste), Sport (Pernambucano) e Náutico (Copa do Brasil), a Cobra Coral saiu no lucro, mesmo com encargos e gastos dos jogos. Vale ressaltar que o confronto diante dos baianos aconteceu na Arena de Pernambuco, por conta da reforma no gramado do Arruda.

Contra o Bahia, o clube não precisou arcar com os custos operacionais do seu reduto. Por outro lado, teve que abater os gastos da Arena, além dos encargos. Com isso, faturou cerca de R$ 30 mil líquido, de R$ 93 mil da renda bruta, recebendo um público de mais de sete mil torcedores.

O Clássico das Multidões marcou a estreia em casa na temporada. Com bom público, no total, pouco mais de 16 mil expectadores, recebeu o aporte nos cofres de cerca de R$ 100 mil líquido, de R$ 300 mil bruto. O custo operacional do Arruda para jogos contra o rival rubro-negro é o maior, próximo de R$ 60 mil.

No Clássico das Emoções, conforme a regra da Copa do Brasil, precisou dividir a bilheteria com o Timbu e ficou com 60% do valor. O equivalente a quase R$ 90 mil líquido. No total, chegou perto de arrecadar R$ 150 mil.
Para abrir o Arruda, o Santa Cruz gasta em média R$ 30 mil de custos operacionais. Desse valor, os setores que mais geram gastos são segurança, catraca e arrecadação.

O clube enxerga que a Copa do Nordeste e Copa do Brasil são competições rentáveis, ao contrário do Pernambucano. Comparando as cotas, o Estadual tem a menor. Esse é um grande calo, visto que tem recebido bem menos do que o valor bruto das principais fontes de receita.

COTAS

No total, somando os valores líquidos referentes às cotas das competições do primeiro semestre, o Santa recebeu apenas R$ 2,7 milhões dos R$ 5,8 milhões bruto que teria direito - empréstimos de gestões anteriores, acordos, encargos e as dívidas na Justiça do Trabalho reduziram bastante o valor.

Referente ao Estadual, teria direito a R$ 1 milhão bruto, mas depois de abater 16% de encargos, 20% da Justiça do Trabalho e a parcela de empréstimos das gestões anteriores, recebeu R$ 557 mil.

Enquanto a cota de R$ 1,9 milhão bruto do Nordestão, que é paga em cinco parcelas e o clube devia ter recebido duas, está retida na Justiça por conta de débitos trabalhistas e cíveis. Mas, para não ficar sem essa quantia no orçamento, que abatendo os encargos e a dívida na Justiça do Trabalho seria de R$ 1,4 milhão líquida, o Santa realizou um empréstimo de R$ 1,1 milhão.

No torneio regional, ainda tem direito a receber R$ 300 mil bruto dividido em três parcelas da transmissão na TV fechada, além de um bônus pago pela emissora em relação ao desempenho e a cota de classificação para as quartas de final no valor de R$ 190 mil (esses dois últimos ainda serão pagos). Assim como todos os valores, serão creditados na Justiça do Trabalho, que abate parte da dívida e repassa aos corais.

Na Copa do Brasil, recebeu por participação R$ 340 mil (bruto R$ 525 mil) e R$ 272 mil (bruto R$ 425 mil) por passar do Sinop. Pela classificação em cima do Náutico, a CBF ainda não realizou o pagamento (tem até hoje). Mas líquido tem direito a R$ 556.800 mil, já que acertou o acordo com o rival de a cota bruta de R$ 1,4 milhão ser dividida em 60% para o vencedor e 40% para o perdedor.

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