WCT

Gabriel Medina pode conquistar título inédito para a América do Sul no WCT

Se vencer a etapa de Portugal, brasileiro será o melhor do mundo independente dos resultados dos rivais

Do JC Online
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Publicado em 13/10/2014 às 20:29
Arquivo pessoal
Se vencer a etapa de Portugal, brasileiro será o melhor do mundo independente dos resultados dos rivais - FOTO: Arquivo pessoal
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O paulista Gabriel Medina ingressou na elite do surfe mundial quando tinha apenas 17 anos e é com pouquíssima idade também que ele pode fazer história. Aos 20, o garoto de Maresias, no litoral paulista, pode se tornar o primeiro surfista sul-americano a conquistar o título do WCT, o Circuito Mundial de Surfe. Nos 38 anos em que a competição vem sendo organizada, o troféu ficou polarizado entre competidores dos Estados Unidos e da Austrália, com um único título sendo conquistado pela África do Sul, em 1977. 

Para quebrar a hegemonia de norte-americanos e australianos na primeira divisão do Circuito Mundial, Medina precisa encerrar a penúltima etapa da competição, o Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, com a primeira colocação. Se a vitória vier, o paulista será o novo campeão mundial de surfe com uma rodada de antecedência, independente dos resultados obtidos pelos surfistas que ainda têm chances matemáticas de chegar ao título: o norte-americano Kelly Slater, os australianos Mick Fanning, Joel Parkinson e Taj Burrow, o taitiano Michel Bourez e o havaiano John John Florence.

Gabriel Medina, entretanto, só vai ter chance de começar a sacramentar a posição de melhor surfista do mundo por antecipação quando passar para a quarta fase do Moche Rip Curl Pro. Caso isso não aconteça, a decisão do título vai automaticamente para o Billabong Pipe Masters, que encerra a temporada 2014, entre os dias 8 a 20 de dezembro, na ilha de Oahu, Havaí.

Assim que a tempestade que atingiu Peniche for embora, a Associação dos Surfistas Profissionais vai estabelecer em que dias o o Moche Rip Curl Pro Portugal vai ser realizado. A perspectiva é que isso ocorra até o final desta semana. Se as condições climáticas continuarem complicadas após esse período, o evento deve ser transferido para o pico da Mota, em Belgas, também em Peniche.

Apesar de as datas da penúltima etapa do WCT permanecerem incertas, o brasileiro já sabe quem serão seus primeiros adversários na fase inicial da disputa. Na sexta bateria, Medina entra na água contra os australianos Kai Otton e Jacob Willcox, logo após a estreia de Kelly Slater contra o também australiano Matt Wilkinson e o português Nic Von Rupp. Na rodada inicial, nenhum surfista é eliminado. Os vencedores passam direto para a terceira fase, enquanto os perdedores terão uma segunda oportunidade na repescagem.

Se também derrotar seu oponente na terceira fase, Medina já deve tirar Taj Burrow e Michel Bourez, dois adversários diretos ao título mundial. A partir daí, o fenômeno de Maresias deverá ir eliminando os concorrentes a cada fase e, dependendo dos resultados dos oponentes, pode até se sagrar campeão mundial durante a disputa em Portugal.

Além de Gabriel Medina, outros brasileiros estarão disputando o Moche Rip Curl Pro Portugal, mas sem chances de chegar ao título. Adriano de Souza está em oitavo na classificação geral do WCT, com 37.550, Miguel Pupo é o 15º (23.400), Filipe Toledo o 18º (18.750), Jadson André o 20º (18.250), Alejo Muniz o 29º(11.700) e Raoni Monteiro o 35º (4.500).


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