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Promotor do GP do Brasil de Fórmula 1 rejeita revezamento com o Rio

Tamas Rohonyi alegou que a ideia de organizar o GP do Brasil de Fórmula 1 em duas cidades é inviável para o País. Exigiriam duas bases, o que é desnecessário para a questão do orçamento e segurança

JC Online
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Publicado em 10/07/2019 às 8:55
AFP
Tamas Rohonyi alegou que a ideia de organizar o GP do Brasil de Fórmula 1 em duas cidades é inviável para o País. Exigiriam duas bases, o que é desnecessário para a questão do orçamento e segurança - FOTO: AFP
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Promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi rejeita um possível revezamento com o Rio de Janeiro para sediar as provas de Fórmula 1 no País, como proposto pelo governador fluminense, Wilson Witzel. Para Tamas, é inviável do ponto de vista logístico dividir o GP do Brasil entre São Paulo e Rio.

"Teria de ter duas infraestruturas caríssimas, duas equipes fixas, uma em cada cidade", afirma ao Estado o promotor mais antigo da F-1. Ele argumenta que o "know-how" desenvolvido pela cidade paulista não pode ser transplantado para o Rio. "São anos de treinamento da polícia, da Prefeitura, do corpo médico envolvido no GP. Além disso, os principais fornecedores do País para eventos deste porte estão em São Paulo."

 

HISTÓRICO

O revezamento entre cidades é algo incomum, mas já aconteceu na história da Fórmula 1. Na Alemanha, as cidades de Hockenheim e Nürburg se alternaram como sede do GP nacional entre 2008 e 2014

Tamas já organizou o GP de Portugal e o da Hungria, além da própria corrida brasileira no Rio, na década de 80. Ele revela que avaliou a possibilidade de voltar para a capital fluminense há sete anos, quando recebeu um convite do então prefeito Eduardo Paes. A ideia já era erguer um autódromo em Deodoro, como pretendem novamente as autoridades cariocas.

Ele também ressalta a complexidade de se organizar um GP de F-1: "Faço isso há 35 anos e ainda estou aprendendo. Temos 9 mil pessoas trabalhando no autódromo no fim de semana da corrida, sendo 300 pessoas envolvidas com a corrida ao longo do ano. É de uma complexidade incrível".

São Paulo tem contrato para receber o GP do Brasil até 2020 e discute com os organizadores da principal categoria de automobilismo do mundo a ampliação desse acordo. Já o Rio, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, tem o projeto de construir um novo autódromo ao custo de R$ 697 milhões e levar a Fórmula 1 para a cidade.

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