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Rússia é banida dos Jogos Olímpicos e de Mundiais por doping

A Agência Mundial de Anti-Doping anunciou a punição nesta segunda-feira. A Rússia não poderá disputar os Jogos de Tóquio, em julho de 2020

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 09/12/2019 às 8:46
AFP
Jogos Olímpicos de Tóquio estão marcados para junho de 2021 - FOTO: AFP
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A Rússia foi banida dos Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e de Campeonatos Mundiais por quatro anos pela Agência Mundial Anti-Doping (Wada, sigla em inglês), nesta segunda-feira. O país é acusado de manipular resultados em laboratórios, além de incluir amostras falsas para serem analisadas pela entidade e excluir resultados positivos. A decisão foi unanimidade entre os integrantes da Agência, que decidiram suspender a participação da Rússia de competições oficiais até 2023. O país pode recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte. 

LIBERAÇÃO PARA TÓQUIO

Os atleta da Rússia não poderão formar uma delegação para representar o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho de 2020. Os competidores que apresentarem interesse em disputar a competição precisam provar que estão limpos - que não consomem substâncias ilegais - para serem liberados. Dessa forma, eles vão se classificar de forma independente, defendendo uma bandeira neutra.

A Fifa ainda não confirmou a exclusão da Rússia na disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo Catar, em 2022. De qualquer forma, o veto aos atletas russos surge como um golpe ao projeto do presidente Vladimir Putin, que pretendia transformar o país em uma potência esportiva. Vale lembrar que a Rússia foi a anfitriã da Copa do Mundo de 2018.

A Rússia também ficará de fora dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022. 

O Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo, o que foi aprovado com unanimidade nesta segunda pelo Comitê Executivo, após uma reunião em Lausanne, na Suíça. "A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do Comitê Executivo", declarou o porta-voz James Fitzgerald aos jornalistas presentes na sede da Wada.

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