Santa Cruz

Reservas servem de inspiração para Guilherme Queiroz no Santa Cruz

O atacante terá a oportunidade de escrever a sua própria história, ao substituir Pipico, principal artilheiro e ídolo do Santa Cruz neste ano

Diego Borges
Diego Borges
Publicado em 31/07/2019 às 17:56
Contexto
Fotos: Guga Matos e Diego Nigro/JC Imagem
O atacante terá a oportunidade de escrever a sua própria história, ao substituir Pipico, principal artilheiro e ídolo do Santa Cruz neste ano - FOTO: Fotos: Guga Matos e Diego Nigro/JC Imagem
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No futebol, histórias inesperadas de redenção e superação fazem parte do folclore. Algumas delas, dignas de qualquer filme clichê, são relacionadas a jogadores que ganham a responsabilidade e alcançam a glória em momentos decisivos para o clube em uma situação adversa. Quando entrar em campo na próxima sexta-feira, às 20h, contra o Imperatriz, o atacante Guilherme Queiroz terá a oportunidade de escrever a sua própria história, ao substituir Pipico, principal artilheiro e ídolo do Santa Cruz nesta temporada. Tarefa difícil, mas o que não faltam são exemplos para o centroavante buscar inspiração na própria história tricolor, sobretudo quando o assunto é acesso de divisão.

Como diz a frase marcante do narrador Aroldo Costa, da Rádio Jornal, "o artilheiro nunca morre". E, de fato, as lembranças de gols seguem vivas nas memórias dos torcedores corais. Seja evitando rebaixamentos, ou em títulos e acessos. Fernando Gaúcho, em 2011 contra o Treze na Série D, Paulinho, na vitória sobre o Náutico em 2005, além de Célio, no título estadual de 1993, estão certamente na lista dos mais lembrados. No entanto, entre os mais recentes, três nomes ganham ainda mais destaque.

ANDRÉ DIAS

O relógio marcava 12 minutos do segundo tempo, na partida entre Santa Cruz e Betim, decisiva para uma das quatro vagas da Série C de 2013. Em uma falta ensaiada e mal cobrada, a bola rasteira encontrou o pé do atacante André Dias. Fadado a ser reserva do ídolo Denis Marques no início da temporada, ganhou a titularidade a seis rodadas para o fim da fase classificatória do Brasileiro daquele ano, enquanto o time se distanciava do G4.

Santa Cruz 1 x 0 Betim - Gol de André Dias 03/11/2013

Foram cinco gols marcados na fase de grupos e outros três no mata-mata, entre eles o primeiro na vitória por 2x1 sobre o Betim, que selou a classificação coral de volta à segunda divisão após seis anos amargando as divisões menores.

FLÁVIO CAÇA-RATO

Naquele mesmo jogo, sete minutos depois, a placa de substituição assinalava o número 20 da camisa de Flávio Caça-Rato. Enquanto dava os primeiros passos em campo, a bola cruzada na área coral encontrava a cabeça do zagueiro antes de morrer no fundo do gol. O empate deixou a partida tensa, mesmo com o empate favorecendo o Santa Cruz. Afinal, um gol da equipe mineira seria suficiente para o Santa Cruz amargar mais um insucesso. Foi assim até os 42 minutos, quando a torcida foi da aflição ao êxtase. Em cruzamento de Dedé, a bola atravessou a área, passou pelo goleiro e zagueiros, mas não pela cabeça do iluminado e predestinado Caça-Rato.

Santa Cruz 2 x 1 Betim - Gol de Flávio Caça-Rato 03/11/2013

Era mais uma temporada de atuações irregulares, porém decisivas do “CR7 do Arruda”. Nunca chegou a ser titular absoluto em 2013, mas marcou os gols mais importantes daquela temporada de ressurgimento do Santa Cruz. Mesmo não sendo referência de qualidade técnica, o camisa sete se tornou ídolo de muitos tricolores.

BRUNO MORAES

Contratado no fim de junho de 2015, Bruno Moraes chegou como um desconhecido no Arruda, vindo do interior paulista. Estreou somente no dia 1 de agosto e marcou seu primeiro gol um mês depois. Período em que começou a engrenar e se tornou o 12º jogador do Santa Cruz, uma espécie de “reserva de luxo”. Balançou as redes nove vezes na campanha do acesso para a Série A, em 2016, sendo mais emblemático o gol da vitória sobre o Bahia, em plena Fonte Nova, de virada.

Bahia 1 x 2 Santa Cruz - Gol de Bruno Moraes

Adversário direto na briga pelo acesso à época, o Tricolor Baiano saiu na frente do marcador. Os Corais empataram e pressionaram pela vitória, que veio aos 38 do segundo tempo. Após jogada de João Paulo, o camisa 10 cruzou rasteiro e o atacante Luisinho chutou prensado. A bola sobrou na direita para o General. Com frieza, ele dominou e empurrou para as redes, levando os tricolores pernambucanos ao delírio. Até hoje, o General deixou saudades em parte da torcida, que espera o seu retorno para o Santa Cruz em um futuro próximo.

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