PROGRAMAÇÃO DO DIA

Rock, cumbia e outros sons se misturam no Rec-Beat neste domingo

A festa começa com três pernambucanos: DJ Soma, Matalanamão e Tagore. Depois, o palco recebe convidados de outros países

Do JC Online
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Publicado em 15/02/2015 às 6:38
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A festa começa com três pernambucanos: DJ Soma, Matalanamão e Tagore. Depois, o palco recebe convidados de outros países - FOTO: Divulgação
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O Festival Rec-Beat costuma apostar na mistura de ritmos e convocar artistas de várias localidades para compor a sua programação. Esta afirmação não é novidade e se mantém válida nesta 20ª edição. Neste domingo (15/2), por exemplo, a festa no Cais da Alfândega tem rock, cumbia e uma seleção de ritmos africanos, entre outros sons. E, mesmo com toda essa mistura, e considerando as características do Carnaval do Recife, ainda é somada a presença de um teremim. O instrumento musical eletromagnético, geralmente associado à trilha sonora de filmes de terror e fantasia, participa da festa pelas mãos da austríaca Dorit Chrysler. O show dela está previsto para começar às 22h (depois dos pernambucanos Tagore e Matalanamão).

"Eu nunca vivi o Carnaval do Brasil antes e é claro que eu quero experimentar isso! Eu espero que meus amigos me mostrem, a principal conexão será através das pessoas, pois meu tempo aqui infelizmente é muito curto. Então, eu acho que simplesmente não posso dormir nos próximos dias para que possa experimentar tudo! Estou ansiosa para ver Man or Astro-man? ao vivo", contou Dorit empolgada, citando a banda norte-americana que se apresenta no mesmo dia em que ela no Rec-Beat.

Sobre o repertório da apresentação deste domingo (15/2), a artista adianta: "Meu set vai ser estranho e temperamental. O teremim representa o nascimento da música eletrônica e a alma da música eletrônica". "Eu vou tocar sozinha no palco. Às vezes, quando as pessoas vêem um teremim pela primeira vez, isto pode causar o que é chamado de 'Efeito Houdini', mágica", afirma a artista, referindo-se a um dos mais conhecidos ilusionistas do mundo, Harry Houdini, que nasceu em Budapeste.

O domingo no Rec-Beat começa às 19h30, com o DJ Soma, pernambucano que também se apresenta no intervalo entre as próximas atrações. Pouco depois, sobe ao palco a Matalanamão. "Baseada na matriz anárquica do pornô-punk", como a própria banda se define, ela surgiu em 1993, no Alto José do Pinho. O show do grupo começa às 20h e tem como base o disco Nasceu tem que criar, além de músicas dos CDs Matalanamão e Quem é o pai?.

Depois, a trilha da festa muda para um som com influência da música dos anos 1970, feita por Alceu Valença e Ave Sangria. Tagore participa do Rec-Beat faz seu primeiro show no Carnaval mostrando o disco Movido a vapor, lançado em 2014. Ele é a terceira atração da noite e toca às 21h.

Depois da austríaca Dorit Chrysler, uma mudança de ritmos mais aparente: dos sons do teremim, para a cumbia com elementos eletrônicos da dupla peruana Dengue Dengue Dengue!. O show deles começa às 23h10. Não apenas nos sons, mas também na parte estética, Felipe Salmon e Rafael Pereira apresentam elementos da cultura de seu país. Exemplo disso são as cores vibrantes de algumas das máscaras usadas por eles nos shows, que remetem à cultura chicha.

 

De volta ao rock, a Man or Astro-man? (EUA) se apresenta de 0h30, com a mistura de punk e surf rock e proposta futurista. O quarteto foi a primeira atração anunciada pela produção do Rec-Beat em 2015 - com a expectativa de que o grupo misture músicas de discos mais antigos às do recente Defcon 5...4...3...2...1, já que há muito tempo estes artistas não passam pelo Recife.

A noite termina com Analog Africa (ALE), que também tocou no Porto Musical. A apresentação começa à 1h45. Samy Ben Redjeb e Dení Shain têm um selo, com o mesmo nome, especializado em músicas africanas e sul-americanas dos anos 1970 e 1980.

O texto completo está no Jornal do Commercio deste domingo (15/2).

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