Cantareira

Mesmo com temporal, nível do sistema Cantareira não sobe

Com a chuva desta segunda, o manancial acumula 27,7 mm de água, o que representa 12,55% da média histórica para o mês de dezembro

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 23/12/2014 às 9:45
Foto: Agência Brasil
Com a chuva desta segunda, o manancial acumula 27,7 mm de água, o que representa 12,55% da média histórica para o mês de dezembro - Foto: Agência Brasil
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Apesar do forte temporal que atingiu a capital paulista e a Grande São Paulo nesta segunda-feira (22), o nível do sistema Cantareira não subiu e permaneceu estável nesta terça-feira (23) em relação ao dia anterior.

Com a chuva desta segunda, o manancial acumula 27,7 mm de água, o que representa 12,55% da média histórica para o mês de dezembro. De acordo com a Sabesp, o sistema opera com 6,7% de sua capacidade, o mesmo índice registrado nos últimos quatro dias.

Apesar de não ter registrado queda de seu volume, o Cantareira continua sem ampliar naturalmente o seu nível de água há mais de oito meses. O reservatório é responsável pelo atendimento de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo e já opera com a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).

Além do Cantareira, o reservatório de Rio Claro também se manteve estável em relação ao dia anterior. O nível dos demais sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo subiu pelo menos 0,4 ponto percentual, aponta balanço divulgado pela Sabesp.

O nível do Alto Tietê, que também está em estado crítico, subiu 0,4 ponto percentual em relação ao dia anterior e opera com 10,5% de sua capacidade. Com a chuva desta segunda, o sistema acumulou 75,2 mm de água --o que representa 39% da média histórica para este mês. Foi o reservatório que mais acumulou água desta segunda para terça.

O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. Com a adição do volume morto no dia 14 de dezembro, o sistema ganhou volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de SP).

Outro reservatório que teve acúmulo expressivo de água foi o de Guarapiranga, que acumulou 74,2 mm de água superando a média histórica para o mês (175,2 mm). O sistema, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas, subiu 1,4 ponto percentual e opera com 36,6% de sua capacidade.

O sistema Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, subiu 0,5 ponto percentual e opera com 30,2% de sua capacidade. De segunda para terça, o manancial acumulou 19,4 mm de água, o que representa 11,26% da média histórica para dezembro (172,2 mm).

O reservatório de Rio Grande, que atende a 1,2 milhão de pessoas, opera com 66,7% de sua capacidade após subir 2,5 pontos percentuais em relação ao dia anterior. Apesar de acumular 41 mm, o nível do reservatório Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 25,8% de sua capacidade nesta terça, o mesmo índice registrado nesta segunda.

TAXA EXTRA

Em meio à estiagem e com os principais reservatórios sob risco de colapso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu cobrar sobretaxa na conta de água dos "gastões", como o governador paulista chama os que desperdiçam.

A medida afetaria aqueles que ampliarem o consumo de água em relação à média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, mas só valerá depois de uma audiência pública marcada para o final no mês pela Arsesp (agência reguladora estadual de saneamento).

Pela proposta, quem tiver um aumento de consumo igual ou menor que 20% em relação à média terá acréscimo de 20% na conta. Já os consumidores que gastarem acima de 20% em relação a sua média terão ônus de 50% na conta.

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