Operação Hashtag

Suspeito de planejar ataque durante às Olimpíadas do Rio 2016 se entrega à PF

Com a prisão desta sexta, resta um brasileiro suspeito de participar do grupo que seria uma célula do Estado Islâmico

ABr com JC Online
ABr com JC Online
Publicado em 22/07/2016 às 22:06
Foto: Reprodução/TV Globo
Com a prisão desta sexta, resta um brasileiro suspeito de participar do grupo que seria uma célula do Estado Islâmico - FOTO: Foto: Reprodução/TV Globo
Leitura:

Valdir Pereira da Rocha, um dos 12 brasileiros envolvidos na Operação Hashtag, que investiga um grupo virtual acusado de planejar atos terroristas no país, possivelmente durante as Olimpíadas, entregou-se no fim da tarde desta sexta-feira (22) a policiais federais em Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato Grosso. Os suspeitos trocaram informações sobre como preparar uma bomba caseira.

>>> Veja o perfil dos suspeitos de terrorismo no Brasil

Na quinta-feira (21), 10 pessoas foram presas em diferentes estados e encaminhadas para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Polícia Federal, o suspeito também será encaminhado a um presídio federal após ser ouvido pelos agentes. Ele se entregou por volta das 18h na cidade mato-grossensse, que faz fronteira com a Bolívia.

Com a prisão de hoje, resta um brasileiro foragido na operação da Polícia Federal (PF) que investiga a possível participação de brasileiros em organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Estado Islâmico. Ao concordar com os pedidos de prisão, a 14ª Vara Federal de Curitiba expediu 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30.

Bomba caseira

Segundo as investigações, os suspeitos envolvidos na operação trocaram informações de como fabricar uma bomba caseira. Numa entrevista ao jornal O Globo, o procurador da República Rafael Brum Miron confirmou essa informação e completou dizendo que o FBI foi quem alertou o governo brasileiro sobre o grupo. Miron ainda disse que pretende pedir a renovação da prisão provisória dos suspeitos caso as investigações não estejam concluídas.

Últimas notícias