INCÊNDIO EM HOSPITAL NO RJ

IML confirma 11ª morte em incêndio em hospital do Rio

Todas as vítimas do incêndio divulgadas são maiores de 66 anos

Estadão Conteúdo
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Publicado em 13/09/2019 às 17:59
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Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
Todas as vítimas do incêndio divulgadas são maiores de 66 anos - FOTO: Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
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O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro confirmou na tarde desta sexta-feira (13) a 11ª vítima fatal do incêndio no Hospital Badim, no Maracanã (zona norte do Rio). A décima primeira vítima é Ivone Cardoso, que havia sido transferida para o Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca (zona norte). A idade dela não havia sido confirmada até as 16h15. O filho dela já fez a identificação no próprio hospital, na manhã desta sexta-feira, antes da remoção do corpo para o IML.

As vítimas são:

- Maria Alice Teixeira da Costa, 75 anos

- Luzia dos Santos Melo, 88 anos

- Virgílio Claudino da Silva, 66 anos

- Ana Almeida do Nascimento, 95 anos

- Irene Freitas, 83 anos

- Berta Gonçalves Berreiros Sousa, 93 anos

- Marlene Menezes Fraga, 85 anos

- Alayde Henrique Barbieri, 96 anos

- Darcy da Rocha Dias, 88 anos

- José Costa de Andrade, 79 anos

- Ivone Cardoso, idade ainda não divulgada

Todas as vítimas eram idosas e tinham mais de 66 anos. Segundo o IML, a maioria morreu por asfixia e não há corpos carbonizados. Os equipamentos aos quais muitas dessas vítimas estavam ligadas deixaram de funcionar no momento do incêndio. A diretora do IML, Gabriela Graça, confirmou que a maioria morreu por asfixia. E disse que os equipamentos que mantinham pacientes vivos deixaram de funcionar na hora do incêndio. "São descompensações das doenças que as pessoas tinham, relacionadas aos aparelhos que as mantinham vivas e deixaram de funcionar em razão do incêndio", disse.

10 mortes confirmada até à manhã desta sexta-feira (13)

Pela manhã, a Polícia Civil havia confirmado dez mortes. A principal causa das mortes foi asfixia por ingestão da fumaça tóxica que se desprendeu, após um curto circuito no gerador instalado no subsolo do prédio.

Hospital interditado

A Defesa Civil interditou, por motivos de segurança, o Hospital Badim e também outros quatro imóveis no entorno. As interdições foram totais em duas casas da vila que fica aos fundos do hospital, e outras duas foram parciais, em imóveis na mesma vila.

O incêndio

Um incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocorrido no início da noite da quinta-feira (12) provocou a morte de ao menos onze pessoas. Informações sobre a identidade das vítimas não foram reveladas. As buscas dos Corpos de Bombeiros já foram encerradas.

O incêndio foi provocado por um curto-circuito em um gerador, segundo o vice-governador do Rio, Claudio Castro (PSC). Quando as chamas se espalharam pelo prédio do hospital, dezenas de pacientes começaram a ser retirados às pressas. Muitos deles ficaram aguardando remoção na calçada, para desespero de familiares. Castro afirmou que 69 pessoas que estavam internadas foram conduzidas para outros hospitais.

Ao todo, 103 pacientes estavam internados na unidade. O Badim informou que nenhum dos 224 funcionários de plantão na hora morreu.

Luto decretado no Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decretou luto oficial de três dias em função do incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, zona norte da cidade, que deixou 11 mortos na noite desta quinta-feira, 12. Crivella esteve no local no início da manhã desta sexta-feira, 13, e afirmou que dará apoio às vítimas. O prefeito cancelou agenda que faria para anunciar a licitação para a nova gestão do Museu do Amanhã.

Bolsonaro se pronuncia sobre o acontecimento

O presidente Jair Bolsonaro prestou solidariedade às vítimas do incêndio no Hospital Badim, no Rio de Janeiro. Os sentimentos foram expressados pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. “O presidente declinou a solidariedade aos familiares das vítimas do incêndio ocorrido lá no Rio de Janeiro e coloca o governo federal, observados os aspectos legais, à disposição para ajudar no que for necessário”, disse durante a coletiva de imprensa sobre o estado de saúde de Bolsonaro.

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