Islamista

Dirigente islamista condenado à pena de morte em Bangladesh

Autoridades temem que a condenação provoque uma espiral de violência no país, como aconteceu em 2013

Da AFP
Da AFP
Publicado em 29/10/2014 às 8:30
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Um tribunal condenou nesta quarta-feira à pena de morte um dirigente do principal partido islamita de Bangladesh por crimes de guerra cometidos durante a luta pela independência em 1971. Motiur Rahman Nizami, de 71 anos, presidente do partido Jamaat e-Islami foi condenado à morte por enforcamento. Ele foi acusado de assassinatos, estupros e saques.

As autoridades temem que a condenação provoque uma espiral de violência no país, como aconteceu em 2013. A guerra de independência de Bangladesh contra o Paquistão provocou três milhões de mortes, segundo números oficiais do governo de Dacca, e entre 300.000 e 500.000 segundo fontes independentes.

O tribunal internacional de crimes de Bangladesh (ICT), criado em 2010 pelo governo, considerou que Motiur Rahman Nizami teve um papel importante na milícia pró-Paquistão Al-Badr, que lutava pela permanência da província sob o comando do Paquistão.

A corte destacou que o emir do Jamaat e-Islami planejou o massacre de professores, escritores e médicos. "É um veredicto histórico", disse o promotor Haider Ali. Em 2013 uma condenação similar provocou uma onda de protestos e distúrbios. Dezenas de milhares de pessoas enfrentaram as forças de segurança, com um saldo de 500 mortos.

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