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Cientista que descobriu o Ebola afirma que vírus devem ser assunto de segurança nacional

A OMS informou que mais de 7.500 pessoas morreram em consequência do Ebola, a maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa

Da AFP
Da AFP
Publicado em 26/12/2014 às 8:25
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A OMS informou que mais de 7.500 pessoas morreram em consequência do Ebola, a maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa - FOTO: Foto: AFP
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A Europa será vulnerável se não considerar os vírus como um assunto de segurança nacional, como acontece nos Estados Unidos, afirmou o microbiologista que descobriu o Ebola.

Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Peter Piot defendeu "equipes bem treinadas" no Reino Unido e na Europa, com experiência em todo o mundo e preparadas para a mobilização.

"Não contamos com isto, o que nos torna vulneráveis", disse o cientista belga, que dirige em a Faculdade de Londres de Higiene e Medicina Tropical.

Piot, que acaba de retornar de uma visita aos centros de tratamento de Serra Leoa, chamou de "força formidável" os Centros para o Controle de Doenças dos Estados Unidos.

"Não temos este serviço de inteligência para epidemias e você não quer depender de informação procedente dos Estados Unidos. Isto é um assunto de segurança nacional", completou.

Apesar das críticas ao atraso na resposta local e internacional à epidemia na África Ocidental, Piot considera que agora os "esforços estão dando frutos".

"Existe uma oportunidade para assegurar que esta é a última epidemia de Ebola", afirmou o cientista belga, que foi um dos primeiros a identificar o vírus em 1976.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na segunda-feira que mais de 7.500 pessoas morreram em consequência do vírus Ebola, a maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

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