Islamitas

Boko Haram sequestra 40 crianças e jovens na Nigéria

Dezenas de insurgentes entraram na aldeia de Malari, a 20 quilômetros do bosque de Sambisa, conhecido por ser um dos principais redutos do grupo armado

Da AFP
Da AFP
Publicado em 03/01/2015 às 11:37
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Quarenta crianças e jovens foram sequestrados no nordeste da Nigéria na noite de Ano Novo por supostos membros do grupo islamita Boko Haram, segundo moradores do estado de Borno.

Dezenas de insurgentes entraram na aldeia de Malari, a 20 quilômetros do bosque de Sambisa, conhecido por ser um dos principais redutos do grupo armado. Os habitantes que puderam escapar contaram que 40 crianças e jovens de 10 a 23 anos foram sequestrados e levados para o bosque. 

A notícia do sequestro não foi conhecida até a noite de sexta-feira, quando os habitantes conseguiram chegar a Maiduguri, a capital do estado de Borno.

As comunicações se tornam difíceis em uma região que se converteu em cenário cotidiano de ataques dos extremistas, que vão destruindo em seu caminho antenas e postos telefônicos.

"Chegaram armados em caminhonetes e reuniram todos os homens diante da casa do chefe da aldeia. Nos deram um   discurso religioso e depois escolheram 40 de nossos meninos e os levaram", declarou à AFP um dos moradores de Malari, Bulama Muhammad.

A aldeia se encontra perto da cidade de Gwoza, integrada desde junho ao "califado" que o Boko Haram diz ter instaurado no nordeste da Nigéria.

"Meus dois filhos e três dos meus sobrinhos estão entre os sequestrados e acreditamos que serão utilizados como soldados", explicou Muhammad.

Alaramma Babagoni, da aldeia vizinha de Mulgwi, explica que seus habitantes decidiram fugir quando souberam do sequestro em Malari. "Corremos risco de ser o próximo alvo", afirmou.   

O exército nigeriano na capital de Borno não quis se pronunciar sobre o ocorrido.

O Boko Haram ainda tem em seu poder mais de 200 jovens sequestradas em abril no instituto de Chibok, no mesmo estado.

Desde então, o grupo islamita vem sequestrando regularmente dezenas de homens, mulheres e crianças, a quem obriga a realizar as tarefas diárias nos acampamentos insurgentes e na linha de frente dos combates. 

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