Américas

Venezuela não é ameaça à segurança, dizem EUA antes de cúpula no Panamá

Para membro do CSN, afirmação de que a situação na Venezuela era uma "ameaça extraordinária" à segurança americana não passa de uma fórmula burocrática

Da Folhapress
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Publicado em 07/04/2015 às 20:34
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Para membro do CSN, afirmação de que a situação na Venezuela era uma "ameaça extraordinária" à segurança americana não passa de uma fórmula burocrática - FOTO: Foto: FEDERICO PARRA / AFP
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A Venezuela não constitui uma ameaça para os EUA, admitiu nesta terça-feira (7) uma autoridade americana, a poucos dias de um possível encontro entre os presidentes Barack Obama e Nicolás Maduro na Cúpula das Américas, no Panamá.

"Os EUA não acreditam que a Venezuela represente uma ameaça para a sua segurança", declarou Benjamin Rhodes, membro do Conselho de Segurança Nacional (CSN), em referência à ordem executiva assinada por Obama em março, aplicando sanções contra políticos venezuelanos.

Esse decreto presidencial justificava as sanções por considerar que a situação na Venezuela era uma "ameaça extraordinária" à segurança americana, mas, de acordo com Rhodes, essa afirmação não passa de uma fórmula burocrática.

"A linguagem que chamou atenção é pró-forma", assegurou Rhodes. "Temos um marco legal para formular esse tipo de ordem executiva", acrescentou.

Ricardo Zúñiga, responsável para América Latina do CSN, afirmou por sua vez que a Casa Branca não possui "nenhum programa hostil" em relação à Venezuela.

"Estamos interessados no sucesso da Venezuela, em sua prosperidade, sua segurança, estabilidade e democracia. Nós somos o principal parceiro comercial da Venezuela", insistiu Zúñiga.

Dada a possibilidade de a questão das sanções contra a Venezuela e a linguagem agressiva adotada para justificar a medida serem o foco das discussões na Cúpula das Américas, Zúñiga disse que a Casa Branca espera um "evento correto".

"Achamos que a Cúpula deve ser um momento para haver uma troca civilizada com todos os líderes das Américas; não temos nenhuma preocupação em falar com qualquer participante da cúpula", indicou.

De acordo com Zúñiga, o Panamá investiu pesadamente em uma cúpula para que os países possam "falar seriamente sobre as questões que nos unem e os temas que nos dividem".

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