ENCONTRO

Putin se reunirá com Obama na segunda-feira em Nova York

Os dois líderes devem discursar na Assembleia Geral anual da ONU

Da AFP
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Publicado em 24/09/2015 às 12:53
Foto: Jim Watson / AFP
Os dois líderes devem discursar na Assembleia Geral anual da ONU - FOTO: Foto: Jim Watson / AFP
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O presidente russo Vladimir Putin se reunirá na segunda-feira com o seu colega americano Barack Obama, em Nova York, onde os dois líderes devem discursar na Assembleia Geral anual da ONU, informou o Kremlin nesta quinta-feira.

"Nós concordamos com um encontro com Obama", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, às agências de notícias russas, acrescentando que Putin também encontrará o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Trata-se do primeiro encontro oficial entre os dois desde a reunião bilateral em junho de 2013 na Irlanda do Norte.

Depois, o caso Snowden e a crise na Ucrânia impediram um encontro oficial entre os presidentes, que, no entanto, telefonam-se com regularidade.

Por sua vez, Obama aceitou reunir-se com Putin porque rejeitar um diálogo solicitado pelo presidente russo seria "irresponsável" ante a situação atual na Ucrânia e na Síria, considerou um funcionário americano.

"Os dois vão se reunir à margem da Assembleia Geral da ONU a pedido do presidente Putin", indicou à AFP.

"Seria irresponsável deixar de provar se podemos fazer progressos por meio de compromissos de alto nível", acrescentou.

Vladimir Putin chega a Nova York para promover seu plano para a Síria, em particular a construção de uma ampla coalizão, que inclua o exército de Bashar al-Assad, para combater o grupo jihadista Estado Islâmico.

Há mais de uma semana, o ativismo da Rússia na Síria, diplomático e militar, tem preocupado o Ocidente.

Os Estados Unidos acreditam que a Rússia, o principal aliado do regime de Damasco, aumentou seu apoio à Síria, fornecendo novas armas ao regime, além de implantar aviões e tanques no norte da Síria.

A Rússia nega qualquer escalada militar, mas admite que apoia o governo sírio na sua luta contra os jihadistas  do EI e que entrega armas ao abrigo de contratos existentes.

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