Aviação

Atrasos e voos cancelados no primeiro dia de paralisação de aeroviários no Chile

Ao menos 3.000 funcionários de todos os aeroportos do Chile participaram da paralisação, exceto os controladores aéreos

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 17/12/2015 às 22:48
Foto: Reprodução/Google Street View
Ao menos 3.000 funcionários de todos os aeroportos do Chile participaram da paralisação, exceto os controladores aéreos - Foto: Reprodução/Google Street View
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Atrasos, voos domésticos cancelados e outros reprogramados marcavam nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de uma paralisação de dois dias da Aviação Civil no Chile, para exigir melhorias na previdência social.

Ao menos 3.000 funcionários de todos os aeroportos do Chile participaram da paralisação, exceto os controladores aéreos, que resolveram não acatar a medida que afeta principalmente voos domésticos e parte dos internacionais.

A companhia aérea chileno-brasileira Latam informou que a operação de voos locais alcançou 70% de sua programação habitual, depois de que na quarta-feira foi decidido o cancelamento de 51 voos nacionais devido à greve.

A Latam - a maior companhia aérea da América Latina - também anunciou que voltará a cancelar alguns voos locais na sexta-feira, mas manterá a operação internacional.

Para "descongestionar o sistema aéreo", a Latam manterá a operação "de forma similar à realizada no dia de hoje".

Segundo a companhia, todos os seus "voos internacionais serão mantidos, embora possam apresentar alguns atrasos em seus itinerários".

Mais cedo, o ministro da Defesa, José Antônio Gómez, informou que estão dadas "todas as garantias para que o sistema funcione (...) Nossa prioridade é que os aeroportos funcionem".

Contudo, o presidente da Associação de Funcionários da Aviação Civil (DFAC), José Pérez, informou que a adesão à greve é quase total.

"Fomos golpeados, mas estamos de pé", declarou Pérez ao acusar o governo de exercer "pressão militar" para acabar com a paralisação, em alusão à decisão das autoridades de que funcionários da Força Aérea do Chile os substituam nos terminais aéreos do país.

Os trabalhadores da Aviação Civil, que em 15 de setembro realizaram uma primeira greve que impediu toda entrada e saída de aviões dos aeroportos chilenos, pedem melhorias em seu regime de previdência social.

As companhias aéreas, no entanto, haviam tomado medidas para enfrentar a mobilização, voltando a agendar alguns voos em uma época de alto tráfego devido às festas de final de ano.

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