Chile

Autoridades chilenas investigam nora de Bachelet por sonegação fiscal

Natalia Copagnon, e outras cinco pessoas são investigadas por crimes tributários

Da AFP
Da AFP
Publicado em 04/01/2016 às 22:50
Foto: VLADIMIR RODAS /AFP
Natalia Copagnon, e outras cinco pessoas são investigadas por crimes tributários - FOTO: Foto: VLADIMIR RODAS /AFP
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O Serviço de Impostos Internos do Chile (SII) apresentou nesta segunda-feira (4) uma denúncia contra a nora da presidente chilena Michelle Bachelet, Natalia Copagnon, e outras cinco pessoas, por "crimes tributários".

A ação legal é parte da investigação pelo negócio imobiliário milionário feito pela empresa Caval, de propriedade de Compagnon, que trabalhou para o primogênito da presidente, Sebastián Dávalos, que no início de 2015 completou a venda de terrenos no sul do Chile por 15 milhões, com a perspectiva de uma mudança na regulação do solo.

A justiça chilena investiga Davalos e Compagnon pelo eventual "uso de informação privilegiada" e "tráfico de influência", em um caso que derrubou a popularidade do presidente do Chile. O filho da presidente já compareceu à justiça três vezes por este caso.

O SII agora abriu uma queixa "dirigida contra os representantes legais da empresa Exportadora e de Gestão Caval Limitada, Mauricio Valero e Natalia Compagnon, como autores do crime tributário".

O órgão fiscalizador esclareceu em comunicado que os crimes investigados estão vinculados a declarações "maliciosamente falsas, ao incorporar faturas falsas na contabilidade da mencionada empresa, rebaixando indevidamente a base do imposto sobre rendimentos que deveria ser pago".

A denúncia é dirigida também contra outros contribuintes que emitiram notas frias à empresa Caval e do administrador nomeado para liquidar as terras negociadas, que omitiu de forma "mal-intencionada" encargos cobrados por esta operação.

O caso explodiu em fevereiro e seu enredo inclui a obtenção de um crédito milionário de 10 milhões de dólares por Davalos e Compagnon, gerido pessoalmente por ambos para o proprietário do maior banco do Chile, depois que as outras instituições bancárias se recusaram porque a empresa não tinha liquidez necessária.

O caso foi um duro golpe para a credibilidade da presidente socialista, que iniciou seu segundo mandato em 2014 prometendo acabar com os "privilégios" de poucos e a desigualdade social no Chile.

Bachelet disse que não sabia dos negócios de sua nora e filho, que renunciou ao cargo não remunerado que exercia no governo da mãe, à frente das organizações sociais.

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