Diplomacia

Estados Unidos deixam de fornecer bombas de fragmentação para Arábia Saudita

Casa Branca teria sido pressionada pelo Congresso e organizações ligadas aos direitos humanos

Amanda Tavares
Amanda Tavares
Publicado em 28/05/2016 às 17:08
Foto: Khaled Abdullah/Reuters
Casa Branca teria sido pressionada pelo Congresso e organizações ligadas aos direitos humanos - Foto: Khaled Abdullah/Reuters
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Os Estados Unidos suspenderam o fornecimento de bombas de fragmentação para a Arábia Saudita, utilizadas pela coalizão árabe liderada por Riad contra a rebelião xiita no Iêmen, informou neste sábado a revista especializada Foreign Policy.

Um funcionário do governo americano disse à AFP que Washington sabia que "a coalizão liderada pelos sauditas utilizava bombas de fragmentação no conflito no Iêmen", especialmente em áreas onde residem civis.

"Nós levamos muito a sério essas preocupações e estamos à procura de informações adicionais", indicou o funcionário sem comentar sobre as revelações da revista.

Segundo a publicação, a Casa Branca foi pressionado pelo Congresso e organizações de defesa dos direitos humanos, e pela primeira vez deu um passo concreto sobre o assunto para congelar a entrega de bombas de fragmentação a seu aliado saudita.

Os Estados Unidos apoiam a monarquia sunita em sua intervenção militar desde março de 2015 no Iêmen, especialmente com apoio logístico e equipamentos de defesa.

Mas nos últimos meses, a diplomacia americana tem repetidamente manifestado preocupação com o número de mortes de civis por bombardeios da coalizão no Iêmen.

O conflito iemenita começou depois que uma ofensiva, em julho de 2014, dos xiitas huthis, que tomaram a capital Sanaa e vastas regiões. Uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita em apoio ao presidente Rabbo Mansur Hadi freou em março de 2015 seus avanços.

O conflito neste país do sudoeste da Península Arábica, deixou 6.400 mortos, 30.500 feridos e 2,8 milhões de deslocados em pouco mais de um ano, de acordo com estimativas da ONU.

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