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Após ataque dos EUA, Irã afirma que vai enriquecer urânio sem restrições

Irã costuma defender que seu programa nuclear tem fins pacíficos

Ana Gabriela Lima
Ana Gabriela Lima
Publicado em 05/01/2020 às 16:20
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Divulgação/Organização de Energia Atômica do Irã/AFP
Irã costuma defender que seu programa nuclear tem fins pacíficos - FOTO: Divulgação/Organização de Energia Atômica do Irã/AFP
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O Irã anunciou, neste domingo (5), a quinta e última fase do seu plano de redução de compromissos em matéria nuclear, e afirmou que se desliga de qualquer "limite do número de centrífugas" de urânio (elemento químico com uso voltado para produção de bombas atômicas). Isso sugere a retomada ilimitada do enriquecimento de urânio.

A decisão de enriquecimento do urânio foi tomada três dias após ataque dos EUA que matou o general iraniano Qassim Suleimani, no aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e sempre defendeu que seu programa nuclear tem fins pacíficos, como a geração de energia.

Comunicado do governo iraniano

Em comunicado, o governo do país assinalou, no entanto, que "a cooperação do Irã com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, que fiscaliza o programa nuclear de Teerã) será mantida".

A decisão de enriquecimento de urânio foi justificada com base em "necessidade técnicas" que não foram especificadas. 

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