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Dilma pede fim da corrupção em Alagoas, com Collor e Renan Filho

A presidente Dilma Rousseff (PT) encerrou em Maceió seu segundo dia de visitas a cidades do Nordeste

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 09/10/2014 às 22:59
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A presidente Dilma Rousseff (PT) encerrou em Maceió seu segundo dia de visitas a cidades do Nordeste, região que lhe garantiu votação mais expressiva no primeiro turno. Ao lado do filho de Renan Calheiros (PMDB), o governador eleito de Alagoas, Renan Filho (PMDB), e do senador reeleito, Fernando Collor de Mello (PTB), Dilma afirmou que seu eventual segundo governo será implacável contra a corrupção. "Não vamos jogar a corrupção para baixo do tapete. 

Esta é a primeira vez que Dilma visita Alagoas nesta campanha. No primeiro turno ela não esteve no Estado nem gravou mensagens para os candidatos locais. 

Publicamente, Dilma diz que o périplo pelo Nordeste tem como objetivo agradecer a votação que teve na região, mas na prática ela pretende não só garantir o eleitorado cativo como avançar sobre os votos dados à ex-ministra Marina Silva (PSB), que vem se movimentando para declarar apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. Em Alagoas, por exemplo, Marina recebeu mais de 356 mil votos.

Ao falar para um ginásio de esportes lotado, Dilma afagou a autoestima do povo nordestino e fez a comparação entre o "nós" e "eles" - em referência aos governos petistas e tucanos. A presidente iniciou seu discurso ressaltando a "imensa capacidade do povo nordestino de combater os anos e anos em que não deram ao Nordeste a importância que ele tinha". 

Em uma indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardozo (PSDB), a ex-presidente afirmou que "tem gente aí dizendo que eu ganhei a eleição porque onde eu ganhei o povo é mal informado". E completou: "Mal informado é quem não sabe que nos últimos anos o Nordeste virou uma potência". 

Dilma citou números para comparar o que foi feito na administração tucana de FHC (1995-2002) e petistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e a dela (2010-2014). "Antes tinha uma lógica neste país que era a seguinte: pobre não tem vez. A maioria da população do Brasil não tinha vez", disse. Segundo a presidente, "eles" faziam um governo para a minoria no Brasil. "Nós não. Nós mudamos esta regra do jogo e colocamos os pobres no Orçamento. Não estavam e nós colocamos", disse. 

Valendo-se de uma "pesca" - um papel com anotações - afirmou que nos governos petistas 1,5 milhão recebeu luz elétrica, 2,2 milhões de jovens e trabalhadores fizeram cursos técnicos e de formação profissional do Pronatec e 25 mil jovens tiveram acesso a faculdades privadas pelos programas de financiamento Prouni e Fies. Além disso, citou suas principais bandeiras: Bolsa Família Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos. 

Ao encerrar seu discurso, citou Deus e pediu "humildemente" para os eleitores considerarem votar no projeto que ela representa. "Se Deus quiser e vocês ajudarem eu serei a próxima presidente do Brasil". 

Maceió foi a quinta cidade visitada pela presidente nos últimos dois dias. Ainda nesta quinta-feira passou por Salvador e Aracaju. Na véspera, esteve em João Pessoa e Teresina. De Alagoas, ela seguiu para Brasília, onde dorme e, nesta sexta-feira, segue para eventos de campanha em Canoas (RS) e Contagem (MG).

 

 

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