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Procuradores querem informações sobre contas de Paulo Roberto Costa na Suíça

As contas bancárias na Suíça somam depósitos de US$ 29 milhões

Da ABr
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Publicado em 25/11/2014 às 13:35
Foto: Agência Senado
As contas bancárias na Suíça somam depósitos de US$ 29 milhões - FOTO: Foto: Agência Senado
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Uma força-tarefa composta por procuradores do Ministério Público Federal no Paraná, responsáveis pelas investigações da Operação Lava Jato, estarão esta semana na Suíça, onde tentarão obter informações sobre contas bancárias mantidas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

De acordo com as investigações e relatos do ex-diretor no acordo de delação premiada, as contas bancárias na Suíça somam depósitos de US$ 29 milhões. As 12 contas descobertas em bancos suíços estão sob controle de Costa, suas duas filhas, genros e um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Conforme o Ministério Público suíço, do total identificado, US$ 23 milhões pertencem a Costa. 

A intenção dos procuradores brasileiros é identificar a origem e o destino das transações feitas no exterior.

Em troca da redução de pena, Paulo Roberto Costa assinou acordo de delação premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Preso pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Lava Jato e cumprindo prisão domiciliar, o ex-diretor é acusado de desviar recursos das obas da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Segundo o Ministério Público, os desvios nas obras da refinaria ocorreram por meio de contratos superfaturados, feitos com empresas que prestaram serviços a Petrobras entre 2009 e 2014. Acrescenta que a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas custou mais de R$ 20 bilhões. As investigaçoes indicam que os desvios tiveram participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e do doleiro Alberto Youssef, apontando como coordenador do esquema.

Deflagrada em março, a Operação Lava Jato investiga um esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras e lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. O esquema, de acordo com a Polícia Federal, contava com a participação das maiores empreiteiras do país.

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