A oposição vai concluir nesta terça-feira (16) o relatório paralelo que será apresentado na última sessão da CPI mista da Petrobras, marcada para 10h15 desta quarta-feira. Parlamentares de PSDB, DEM e PPS já escreveram a primeira versão do documento.
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Nele, pedem o indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, do deputado do Solidariedade pela Bahia Luiz Argôlo e do deputado cassado André Vargas, eleito pelo Paraná e atualmente sem partido.
Vargas e Argôlo são suspeitos de terem feito negócios com o doleiro Alberto Youssef.
Vaccari é acusado por pessoas investigadas na Operação Lava Jato de ter recebido parte do dinheiro desviado da Petrobras para abastecer o caixa do PT. Os três negam qualquer participação em irregularidades.
O documento da oposição vem sendo formulado em conjunto pelos deputados Mendonça Filho (DEM-PE), Rubens Bueno (PPS-PR) e pelos tucanos Antônio Imbassahy (BA) e Carlos Sampaio (PSDB-SP).
O quarteto se encontrou na noite desta segunda-feira na casa de Imbassahy, em Brasília, para acertar os termos principais do parecer paralelo.
O resultado será apresentado à CPI como alternativa ao texto assinado pelo deputado Marco Maia (PT-RS), lido no colegiado na quarta-feira passada.
Os opositores criticaram o trabalho final do petista, que não pediu o indiciamento de nenhum dos envolvidos na Lava Jato.
Embora estejam estabelecidas as diretrizes principais, o relatório paralelo ainda poderá sofrer alterações durante a reunião de logo mais.
De certo é que a oposição está decidida a pedir indiciamentos e abertura de novas investigações.
A primeira versão do texto marca posição contra a aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas.
O negócio gerou prejuízos bilionários à Petrobras, mas foi analisado positivamente por Marco Maia em seu parecer entregue à CPI.
Tanto o texto do petista como o da oposição deverão ser votados amanhã pelo colegiado.