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Ministério Público não revelará nomes da Lava Jato ao Planalto, diz Cardozo

De acordo com o ministro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi consultado sobre a possibilidade de informar o Planalto sobre citados na operação

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 23/12/2014 às 13:34
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De acordo com o ministro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi consultado sobre a possibilidade de informar o Planalto sobre citados na operação - Foto: ABr
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O plano da presidente Dilma Rousseff, de compor sua nova equipe ministerial após cruzar dados com o MPF (Ministério Público Federal) para evitar a indicação de nomes citados na Operação Lava Jato, não dará certo.

De acordo com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi consultado na segunda-feira (22) sobre a possibilidade de informar o Planalto sobre citados na Lava Jato, mas disse que não poderá cooperar.

Segundo Cardozo, Janot lhe disse que as informações correm sob sigilo na Justiça, e informar até mesmo confirmar se algum político está ou não com seu nome citado poderia atrapalhar as investigações.

Sem a lista do Ministério Público, Cardozo comentou que a presidente Dilma usará as informações oficiais disponíveis na hora de indicar seus novos ministros. Ele não deixou claro, no entanto, se nomes publicados na imprensa serão vetados pela chefe do Executivo.

"As informações disponíveis são aquelas que constam, evidentemente, nos registros oficiais. Quando nós temos situações que são colocadas pela imprensa, que não são confirmadas ou 'desconfirmadas', isso passa por um plano de avaliação do próprio governo quanto àquilo que está posto", disse.

As declarações de Cardozo foram dadas numa coletiva de imprensa no início da tarde desta terça-feira (23). Na ocasião, ele também rebateu críticas do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que através de seu perfil no Twitter taxou de "degradação institucional" uma eventual consulta ao Ministério Público para a formação ministerial.

"Curiosa a crítica do Joaquim Barbosa. Ter informações é algo básico. Natural que governantes queiram obter informações. Não se pediu assessoria ou consultoria, somente informações. Talvez o ministro Joaquim não tenha entendido bem", pontuou.

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