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'A decisão fala por si só', diz Renan sobre suspensão de operação

Desde a ação da PF, que prendeu quatro policias legislativos do Senado na sexta-feira, Renan tem criticado a operação

Estadão Conteúdo
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Publicado em 27/10/2016 às 14:49
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Desde a ação da PF, que prendeu quatro policias legislativos do Senado na sexta-feira, Renan tem criticado a operação - FOTO: Foto: Agência Brasil
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Depois de uma semana trocando farpas com o Judiciário e o ministro da Justiça, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi econômico nas palavras na hora de comentar a liminar concedida pelo ministro do Supremo, Teori Zavascki, que suspendeu a operação da Polícia Federal no Senado.

 

"Recebo a notícia com humildade. A decisão fala por si só", afirmou Renan. Ele preferiu não fazer mais comentários sobre o assunto e informou que volta a Brasília amanhã para encontro com Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O peemedebista está em Alagoas para compromissos locais.

Posicionamento contrário

Desde a ação da PF, que prendeu quatro policias legislativos do Senado na sexta-feira, Renan tem defendido que a operação não poderia ter sido autorizada por um juiz de primeiro grau - que chegou a chamar de "juizeco". Nessa quarta-feira, 26, o presidente do Senado anunciou um pacote de ações jurídicas em retaliação. 

Em Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) protocolada no STF, o Senado pediu a devolução dos materiais levados em apreensão pela Polícia Federal e uma determinação de que apenas o Supremo pudesse autorizar ações semelhantes nas dependências do Congresso Nacional. O senador também anunciou que entraria com uma reclamação na Corte.

No início da tarde desta quinta-feira (27) Teori concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da operação Métis da Polícia Federal. Com caráter liminar, a decisão não revoga plenamente os efeitos da operação e uma decisão final ainda é aguardada. Renan não respondeu se irá dar continuidade às ações jurídicas que anunciou ontem.

 

 

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