Lava Jato

Após prisão de Cabral, Temer diz que PMDB continua com papel relevante

Cabral foi preso pela Operação Lava Jato, acusado de receber propinas de construtoras durante seus dois mandatos como governador

ABr
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Publicado em 17/11/2016 às 20:22
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Cabral foi preso pela Operação Lava Jato, acusado de receber propinas de construtoras durante seus dois mandatos como governador - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (17) que o PMDB continuará cumprindo um “papel relevante” após a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Segundo o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, Temer disse que o partido tem milhões de filiados e deve ser “analisado na plenitude de todas as suas ações”.

Temer foi presidente nacional do partido e é presidente de honra da legenda. Cabral foi preso nesta quinta-feira pela Operação Lava Jato, acusado de receber propinas de construtoras durante seus dois mandatos como governador. Durante briefing à imprensa, o porta-voz respondeu a questões enviadas pelos jornalistas sobre as implicações da prisão de Cabral para o governo e o PMDB.

“O presidente da República lembra que o PMDB tem mais de 2 milhões de filiados que militam na atividade política e tem de ser analisado na plenitude de todas as suas ações em relação ao país. O partido continuará a cumprir seu papel relevante para a história brasileira”, acrescentou Parola.

Temer nega interferência do governo na Lava Jato

Mais uma vez, Temer destacou que “não há interferência” do governo na Operação Lava Jato. Quanto à possibilidade de as investigações atingirem outros políticos fluminenses, como o atual secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, o presidente disse que confia nele. “O ex-governador Moreira Franco, que comandou o estado do Rio de Janeiro na década de 80, goza da confiança do presidente da República”, afirmou o porta-voz.

Sobre a possibilidade de as manifestações que ocorrem no Rio ganharem força contra o governo federal, o presidente Temer voltou a defender o diálogo com lideranças políticas e a sociedade para “resgatar a economia” e disse que tem feito de tudo “para pacificar o país e evitar que surjam novos conflitos”.

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