SUPREMO

Teori critica vazamentos e diz que dará 'ritmo normal' a delações

A declaração do ministro vem no dia em que o STF recebeu da PGR a delação da Odebrecht

Estadão Conteúdo Estadão Conteúdo
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Publicado em 19/12/2016 às 13:14
Foto: STF/Divulgação
A declaração do ministro vem no dia em que o STF recebeu da PGR a delação da Odebrecht - FOTO: Foto: STF/Divulgação
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Responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Zavascki chamou de "lamentável" o fato de ter havido vazamento de conteúdo de delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Entretanto, Teori fez uma ressalva de que o conteúdo vazado não era propriamente do depoimento das delações - de certa forma, minimizando as chances de vir a anular.

"Pelo que vi, não foi propriamente um depoimento que foi vazado. Mas, de qualquer modo, é lamentável que estas coisas aconteçam", afirmou Teori Zavascki, na manhã desta segunda-feira (19) após a última sessão do Supremo antes do recesso de fim de ano. Foi a primeira vez em que Teori falou aos jornalistas sobre o vazamento. Ele disse não saber se o vazamento pode prejudicar as delações da Odebrecht. 

A declaração do ministro vem no dia em que o STF recebeu da Procuradoria-Geral da República o material completo da delação premiada de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Os relatos, documentados por escrito e em vídeo, somados aos anexos e provas apresentadas pelos delatores, estão guardados na sala-cofre do STF, no terceiro andar - com acesso apenas da equipe de Teori.

Análise

O ministro afirmou que seus auxiliares irão se debruçar sobre os documentos em janeiro. "Em face dessa excepcionalidade, nós vamos trabalhar". Ele disse que vai "dar o ritmo normal", sem preocupação em acelerar o processo. "Da parte que me toca, não vai ter atraso", disse, observando que vai monitorar o andamento mesmo se não estiver em Brasília. Teori não deu prazo para a conclusão da análise e afirmou que seria "futurologia" afirmar que seria possível concluir ainda em janeiro. 

O ministro disse que não será preciso, em princípio, reforçar a equipe. "Meu trabalho está em dia, e o tribunal tem me proporcionado todo o material humano que eu preciso para isso", disse, descartando que pedirá equipe exclusiva para a Lava Jato. "(Mas) Se precisar, eu vou utilizar mais gente", disse.

Teori comentou também, na entrevista, que 2016 foi um ano difícil. "Foi um ano muito difícil para o Brasil. Vamos esperar que as coisas melhorem", disse. Esta foi a primeira entrevista de Teori em público sobre as delações da Odebrecht.

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