CONJUNTURA

Denúncia contra Temer pode ser decisiva para PSDB deixar o governo

Legenda se reúne nesta segunda-feira (12) ainda sem consenso sobre desembarque da base governista

JC Online
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Publicado em 11/06/2017 às 16:44
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Legenda se reúne nesta segunda-feira (12) ainda sem consenso sobre desembarque da base governista - FOTO: Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
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Três dias após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolver a chapa Dilma-Temer por supostos crimes eleitorais cometidos durante a campanha de 2014, o PSDB, que havia adiado, justamente por conta do julgamento reunião plenária para decidir se continua ou não na base governista, estará reunido, nesta segunda-feira (12). Apesar da certeza de que o desembarque do governo estará na pauta, a legenda, em meio ao racha entre os políticos, ainda continua em cima do muro e pode esperar a formalização de uma possível denúncia do Ministério Público contra o presidente para tomar uma decisão.

O tom crítico a Temer, adotado por membros mais jovens do PSDB, tem se oposto à precaução tomada por caciques do partido, que comanda quatro ministérios no governo. A reunião tucana, que estava marcada para essa quinta-feira (8) porque parte dos deputados e lideranças do partido pressiona para que a legenda abandone o governo o quanto antes foi adiada logo depois de uma conversa realizada entre senadores tucanos, comandada pelo senador Tasso Jereissati (CE), presidente da sigla após o afastamento de Aécio Neves (MG).

Antes do adiamento, Tasso havia ampliado as consultas. Em vez de procurar apenas a executiva, ele convocou as bancadas no Congresso, governadores e todos os presidentes estaduais do PSDB para o encontro. A ideia é dar um caráter institucional inquestionável ao posicionamento tucano, seja ele qual for.

Plenária

Remarcada para esta segunda-feira (12), a plenária pode não cravar a posição do PSDB por conta da possibilidade de denúncia que o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara contra Michel Temer. De acordo com a Folha de São Paulo, Janot deve ligar o presidente ao recebimento da mala com R$ 500 mil pelo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso desde o último dia 3. Temer disse duvidar que Loures faça uma delação, mas o ex-deputado ainda não descartou de vez essa possibilidade.

A permanência do PSDB na base governista é considerada pelo Palácio do Planalto determinante para evitar uma debandada geral de aliados, o que comprometeria seriamente a já abalada governabilidade de Temer, que segue na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), sem responder aos questionamentos da Polícia Federal sobre o envolvimento com o dono da JBS e envolvido numa suposta prática de espionagem contra o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin.

 

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