RENATO CASAGRANDE

Governador do PSB defende reforma, mas propõe ajustes no texto

A defesa vem após o PSB se tornar o único partido da oposição a fechar questão contra a matéria

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 27/04/2019 às 15:59
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Foto: Humberto Pradera/PSB
A defesa vem após o PSB se tornar o único partido da oposição a fechar questão contra a matéria - FOTO: Foto: Humberto Pradera/PSB
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O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), reiterou neste sábado que é contra os itens da reforma da Previdência relativos ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), à aposentadoria rural e à desconstitucionalização do sistema previdenciário. Também disse ser contra uma proposta que crie um regime de capitalização.

Em relação à desconstitucionalização, Casagrande disse que essa mudança colocaria em risco conquistas do País nas últimas décadas, sem especificar a que se referia.

Apesar das críticas a esses pontos, o governador capixaba ressaltou que é favorável à reforma da Previdência e acredita que a proposta poderá ajudar o País e os Estados a resolverem seus problema fiscais.

Casagrande participou neste sábado de encontro de governadores do Sul e do Sudeste, realizado no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Além de Casagrande e do anfitrião João Doria, governador de São Paulo, participaram da reunião os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). Os Estados do Rio de Janeiro e do Paraná foram representados pelos vice-governadores Cláudio Castro (PSC) e Darsi Piana (PSD), respectivamente.

Partido fechou questão contra

O PSB, partido de Casagrande, foi o único partido da oposição que fechou questão contra a matéria. A legenda tomou a decisão nesta semana por considerar que a proposta é "um ataque impiedoso ao sistema de seguridade social" e "uma política regressiva que jamais qualquer governo, inclusive a ditadura, teve coragem de apresentar ao País". A sigla terá três integrantes no colegiado, mas ainda não indicou seus membros.

A executiva nacional do partido decidiu reunir-se novamente assim que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) for apresentado para avaliar as mudanças que devem ser feitas, mas a direção partidária acredita que dificilmente mudará de posição.

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