GOVERNO BOLSONARO

Guedes reafirma compromisso com recuperação econômica e ameniza suposta crise no Governo

O ministro da Economia disse à revista Veja que poderia renunciar o cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada ou seja bastante desidratada

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 24/05/2019 às 20:26
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O ministro da Economia disse à revista Veja que poderia renunciar o cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada ou seja bastante desidratada - Foto: AFP
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou que mantém um “excelente diálogo” com o Congresso para aprovar a reforma da Previdência que resulte em economia de mais de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Em nota oficial, ele disse ter “absoluta confiança” no trabalho do Congresso Nacional.No comunicado, o Ministério da Economia reafirmou o engajamento de Guedes na recuperação da economia. “O Ministério da Economia reafirma o total compromisso do ministro Paulo Guedes com a retomada do crescimento econômico do país e rechaça qualquer hipótese de que possa se afastar desse propósito”, destacou o texto.

“O Ministério da Economia reitera ainda sua absoluta confiança no trabalho do Congresso Nacional, instituição com a qual mantém excelente diálogo, para garantir a aprovação da Nova Previdência com economia superior a R$ 1 trilhão”, acrescentou a nota.

Na prática, o comunicado tem o objetivo de negar uma eventual crise com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) após declarações polêmicas de ambos a respeito do futuro da reforma da Previdência.

Em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira (24), Guedes disse que existe uma margem de negociação para que a reforma da Previdência resulte em economia de até R$ 800 bilhões em dez anos. Ele declarou que poderia renunciar ao cargo caso a reforma da Previdência não seja aprovada ou seja bastante desidratada.

Resposta

Em sua primeira visita ao Nordeste, nesta sexta, Bolsonaro respondeu que abandonar o cargo é um direito do economista. Depois, comentou que, se a reforma não for aprovada como o Executivo deseja, o país não precisará de um ministro da Economia. Disse ainda que, se isso ocorrer, Guedes "terá que ir para a praia". "É um direito dele. Ele tem até razão, e muito né, se for uma 'reforminha'. Se não tiver a reforma, a gente não precisa mais de ministro da Economia, porque o Brasil pode entrar num caos econômico. Ele vai ter que ir para a praia. Vai fazer o quê em Brasília?", declarou o presidente durante agenda em Petrolina, sertão de Pernambuco.

No fim da tarde, o presidente Jair Bolsonaro postou uma mensagem de apoio a Guedes na rede social Twitter. Bolsonaro escreveu que a relação com Guedes está sólida. Segundo o presidente, uma parcela da mídia está tentando um desgaste entre os dois.

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