CONVERSAS

Barroso afirma que não entende 'euforia' sobre vazamento de mensagens

Ministro do STF falou, em entrevista ao Globo News, que é preciso esperar o final da apuração dos fatos

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 11/06/2019 às 17:25
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Foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil
Ministro do STF falou, em entrevista ao Globo News, que é preciso esperar o final da apuração dos fatos - FOTO: Foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, afirmou em entrevista ao canal Globo News, que tem dificuldade de entender a “euforia” em torno da revelação de conversas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol. O ministro do STF disse ainda que a conversa foi obtida por ação criminosa e que é preciso ter cuidado para que “o crime não compense”.

A entrevista foi concedida nesta terça-feira (11), dois dias depois de o site The Intercept publicar reportagens com supostas mensagens trocadas entre Moro e Dallagnol e, segundo o site, enviadas por uma fonte anônima.

Barroso disse que, como juiz, só pode falar sobre o assunto ao final da apuração dos fatos. “Eu sou juiz. Os fatos acabaram de ser divulgados, estão sendo apurados. Juiz fala ao final da apuração dos fatos e não no início da apuração, se tiver que falar, e de preferência nos autos. Não é hora de forma juízos sobre isso ainda”, disse.

O ministro do STF também falou sobre a o esquema de corrupção da Petrobras. “A corrupção existiu, eu até tenho dificuldade de entender um pouco essa euforia que há em torno disso se houve algo pontualmente errado aqui ou ali. Porque todo mundo sabe, no caso da Lava-Jato, que as diretorias da Petrobras foram loteadas entre partidos com metas percentuais de desvios. Isso é um fato demonstrado, tem confissão, devolução de dinheiro, balanço da Petrobras, tem acordo que a Petrobras teve que fazer com investidores de Nova York”, afirmou.

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