OPERAÇÃO LAVA JATO

''Operação Lava Jato só existe graças ao STF'', diz Dias Toffoli

Toffoli discursou para mais de 500 pessoas num almoço-debate que aconteceu nesta segunda-feira (12) em São Paulo

Agência Brasil
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Publicado em 12/08/2019 às 17:04
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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Toffoli discursou para mais de 500 pessoas num almoço-debate que aconteceu nesta segunda-feira (12) em São Paulo - FOTO: Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, defendeu nesta segunda-feira (12), a atuação da Operação Lava Jato e disse que ela só existe porque é fruto da institucionalidade, citando leis sobre o combate à corrupção. ''A Lava Jato só existe graças ao STF, se não fosse o STF não haveria isso. O que não se pode permitir na República é que se apropriem das instituições.''

Toffoli abordou o tema ''O Papel do Judiciário no Novo Momento do Brasil'' para mais de 500 pessoas no almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) que contou com a presença de CEOs, presidentes e demais lideranças corporativas, além de outras autoridades públicas em São Paulo.

O ministro elogiou ainda a sugestão de inclusão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Banco Central, tirando o órgão da disputa entre Ministérios da Justiça e da Economia. ''O que impede que um ministério apure, investigue ou fiscalize.''

Dias Toffoli voltou a reforçar seu objetivo ao assumir a presidência do STF. ''Fazer que o judiciário voltar a cuidar do passado e o executivo e legislativo cuidar do presente e do futuro. O judiciário julga o que aconteceu no passado, não é o judiciário que vai determinar o futuro da economia e da sociedade.''

''Se tudo vai parar no judiciário é um fracasso...''

O ministro lamentou que ''tudo vai parar no judiciário'' porque ''tem atores que estão legitimados a provocar o judiciário''.

''Se tudo vai parar no judiciário é um fracasso dos outros setores da sociedade'', completou Toffoli.

O presidente do STF destacou que o judiciário, ''por conta da nossa Constituição extensa'', assumiu o protagonismo.

Para ele, os entes e as pessoas tem que reassumir o seu papel.''É necessário que a sociedade assuma as suas responsabilidades nas soluções.''

''O Judiciário tem que cuidar do passado, essa é a minha visão, que nada mais é do que a clássica visão da divisão do poder da sociedade e do estado, são funções que têm as suas respectivas competências.''

O ministro disse que é preciso destravar o Brasil. ''O que temos que fazer? Dar aquilo que o povo pediu, vamos destravar o Brasil. Esse processo se sintetiza no número de votantes na Reforma da Previdência, 375 votos favoráveis para a reforma.''

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