RANDOLFE RODRIGUES

'Não confio em juiz que rasga a toga', diz senador sobre Moro

O senador também disse que o ex-juiz 'jogou na lata do lixo a trajetória que vinha construindo'

JC Online
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Publicado em 26/08/2019 às 10:57
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O senador também disse que o ex-juiz 'jogou na lata do lixo a trajetória que vinha construindo' - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O senador Randolfe Rodrigues, líder da REDE no Senado Federal, afirmou nesta segunda-feira (26), em entrevista à Rádio Jornal, que não confia em juiz que "rasga a toga e veste roupa de politico", em referência ao ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Segundo Randolfe, o ex-magistrado jogou sua trajetória "na lata do lixo" quando aceitou fazer parte do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

"Eu não confio em juique z rasga a toga e veste roupa de politico. Sergio Moro, ao passar a servir ao governo Bolsonaro, jogou na lata do lixo a trajetória que vinha construindo. Uma trajetória admirável, porque eu não posso deixar de reconhecer que a Lava Jato é a maior operação de combate à corrupção da história", disse.

Ainda de acordo com o senador pelo Amapá, Moro perdeu sua moral "quando rasgou a toga de juiz" e se tornou ministro de Estado, mesmo após prender o ex-presidente Lula (PT), adversário de Bolsonaro nas eleições 2018.

"Moro deixou de ter moral quando rasgou a toga de juiz. Ele não poderia, após prender um candidato à Presidência da República, na sua atuação como magistrado, servir a outro candidato que era opositor a este", disse.

Abuso de autoridade

Autor do projeto de lei contra o abuso de autoridade, Randolfe falou que espera o veto de Bolsonaro à proposta. De acordo com ele, o texto aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (14) apresenta mudanças em relação ao original apresentado por ele no Senado por ter sido substituído por uma versão criada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

"A minha ideia original foi substituída por um texto de Roberto Requião que, na prática, tinha como autor o senador Renan Calheiros e que já havia sido rejeito pelo plenário do Senado", afirmou. "Por isso, eu votei contra esse projeto e integro um movimento que pede ele seja vetado", continuou.

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