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Lula cita 'lado podre' do Estado brasileiro, da Justiça, do MP e da PF

"O Moro tem que saber uma coisa: não prenderam um homem. Tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não desaparece", disse Lula

Adige Silva
Adige Silva
Publicado em 08/11/2019 às 19:04
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Foto: Henry Milleo/ AFP
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Durante o primeiro discurso após ser libertado, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse que a sua prisão foi resultado de um "lado podre" do Estado brasileiro, "da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal", que, segundo o presidente, "trabalhou para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula". "O lado mentiroso da PF que fez inquérito contra mim, o lado canalha do MP e da força-tarefa."

"Se pegar o (Deltan) Dallagnol (chefe da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba), o (Sergio) Moro (ex-juiz da Lava Jato) e alguns delegados, enfia e bate num liquidificador. O que sobrar não é dez por cento da honestidade que eu represento nesse País. Eles têm que saber que caráter e dignidade não é uma coisa que a gente compra em shopping center, em feira ou no bar", discursou o presidente.

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Presidente saiu da prisão as 17h42 desta sexta - Foto: AFP
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Momento em que Lula deixa a prisão em Curitiba - Foto: AFP
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Ele encontrou apoiadores e sua namorada - Foto: AFP
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Lula discursa para apoiadores que lhe esperavam em frente à prisão - Foto: AFP
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Lula abraça apoiadora - Foto: AFP
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Fernando Haddad estava presente ao lado de Lula - Foto: AFP
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Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martis, advogados do ex-presidente em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martis, advogados do ex-presidente em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martis, advogados do ex-presidente em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martis, advogados do ex-presidente em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula, na frente da sede da PF em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da sede da PF em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da sede da PF em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da sede da PF em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP
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Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da sede da PF em Curitiba - Foto: Henry Milleo/ AFP

 

"O Moro tem que saber uma coisa: não prenderam um homem. Tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não desaparece", disse Lula, retomando as ideias da sua fala no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC logo antes de ser preso em abril de 2018.

O presidente também fez críticas a veículos de imprensa. "Eu quero lutar para provar que se existe uma quadrilha e um bando de mafioso é essa maracutaia, liderada pela Rede Globo." Lula ainda afirmou que "não tem mágoas" nem dos policiais federais, nem dos carcereiros.

Agradecimento a apoiadores

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu aos integrantes da vigília Lula Livre, que permaneceram acampados em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril de 2018, dia em que o petista foi preso.

"Olha, faz muito tempo que eu não vejo um microfone na minha frente. Meus queridos companheiros e minhas queridas companheiras, vocês não têm dimensão do significado de eu estar aqui junto com vocês. Eu, que a vida inteira estive conversando com o povo brasileiro, não pensei que, no dia de hoje, poderia estar aqui conversando com homens e mulheres que durante 580 dias gritaram 'bom dia, Lula', 'boa tarde, Lula' e 'boa noite, Lula', não importando se estivesse chovendo, se estivesse fazendo 40 ou zero graus. Todo santo dia, vocês eram o alimento da democracia que eu precisava pra resistir à safadeza e canalhice que o lado podre do estado brasileiro fez comigo e com a sociedade brasileira, o lado podre da justiça, o lado podre do Ministério Público, o lado podre da Polícia Federal", disse Lula.

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