ALIANÇA PELO BRASIL

'Forrozeiro', presidente da Embratur cria música para a Aliança pelo Brasil, partido de Bolsonaro; ouça

A música foi reproduzida em um encontro do Aliança pelo Brasil, em Pernambuco, nesta segunda-feira (09)

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 09/12/2019 às 21:20
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Foto: Gabriela Carvalho/JC
A música foi reproduzida em um encontro do Aliança pelo Brasil, em Pernambuco, nesta segunda-feira (09) - FOTO: Foto: Gabriela Carvalho/JC
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Foi lançada, na noite desta segunda-feira (10), a música do Aliança pelo Brasil, partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro. A canção foi composta pelo presidente da Embratur, Gilson Machado, e reproduzida durante a primeira reunião do Aliança em Pernambuco. O encontro aconteceu em um hotel no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Ouça a música

Confira a letra da música do Aliança pelo Brasil

"Aliança pelo Brasil. Quem tem valor, não tem preço!"

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
O país está mudando
Com apoio popular.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
A limpeza sendo feita
Aqui e em todo lugar.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
Acredite no país
Que aprendemos a amar.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
Aliança pelo Brasil
Agora tem o seu lugar.

Ele já tá em Brasília
Sem medo e sem preguiça,
Combatendo o desperdício
E botando pra quebrar.

Bolsonaro já está lá
Pra acabar com o desmantelo.
Tanto roubo ao país
Que aprendemos a amar.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
O país está mudando
Com apoio popular.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
A limpeza sendo feita
Aqui e em todo lugar.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
Acredite no país
Que aprendemos a amar.

Arrê, arrê, arrê!
Arrê, arrê, arrá!
É homem de conduta
Com apoio popular.

Primeira reunião do Aliança pelo Brasil em Pernambuco

Com o lançamento de um forró criado para ser tema do partido, ataque aos Campos e Arraes e ode ao presidente Jair Bolsonaro, a primeira reunião da Aliança pelo Brasil em Pernambuco aconteceu em um hotel no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na noite desta segunda-feira (9). Para a legenda, registrada em cartório no dia 5 de dezembro, ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e poder disputar eleições, será necessária a coleta de cerca de 500 mil assinaturas. No Estado, a meta é cerca de cinco mil, mas, a expectativa da organização é chegar a dez mil assinaturas.

"Passou a assinatura digital, porém, ainda precisa ser regulamentada. A gente não vai ficar aguardando, estamos partindo para as assinaturas manuais. Vai dar mais trabalho, mas vamos fazer com muita satisfação e muito gosto, todos estão animados. A meta para Pernambuco é em torno de cinco mil, mas o desafio é a gente colocar mais de dez mil assinaturas no lançamento do partido", explicou Coronel Meira.

Para organizar o processo de coleta de assinaturas, segundo Meira, voluntários montarão comitês em diversas cidades de Pernambuco. Cinco já estão encaminhados. "No Recife, vão ser dois, um em Boa Viagem e outro na Madalena. Também terá em Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru, Cabrobó. Vai ser um local para, no primeiro momento, coletar assinaturas para criação do partido. No segundo momento, vamos fazer uma grande campanha para filiação", disse.

>> Veja como nasce um partido político no Brasil

As rubricas têm que ser coletadas em pelo menos nove estados e precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para que o partido seja registrado a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 termina em março. O TSE decidiu, no dia 3 de dezembro, reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. No entanto, segundo a a presidente do tribunal, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020.

Possível candidatura à Prefeitura do Recife

Cotado para ser presidente estadual da Aliança pelo Brasil ou candidato à Prefeitura do Recife caso o partido seja homologado antes das eleições municipais, Gilson Machado, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), afirmou que não há nada definido, mas que está disponível para o que o presidente Bolsonaro determinar.  

"Hoje, eu só tenho a agradecer ao presidente Bolsonaro pela oportunidade dada a mim no turismo. Não passa, agora, pela minha cabeça, assumir outro compromisso e me candidatar a prefeito do Recife. Isso é uma discussão que tem que ser feita dentro do partido, vindo do diretório nacional. Vamos lutar agora para viabilizar o partido, é o primeiro objetivo que nós temos", disse.

"Não tem nada definido ainda. Eu sou soldado do presidente Bolsonaro, estou aqui para o que ele determinar. Nosso foco principal agora é correr contra o tempo para viabilizar as assinaturas e homologar nosso partido", acrescentou.

Lançamento de música-tema do Aliança pelo Brasil

Feita por Gilson Machado, um forró criado para ser tema do partido foi lançado durante a reunião. "Aliança pelo Brasil agora tem o seu lugar. Ele já está em Brasília, sem medo e sem preguiça, combatendo o desperdício e botando para quebrar", diz um trecho da letra. 

Críticas aos Arraes e Campos

No final da reunião, um militante do círculo evangélico, o pastor Érico Lustosa, da Missão Batista Independe, foi à frente do público para criticar os Campos e os Arraes.

"É o final dos tempos da capitania hereditária. Fim dos Campos, fim dos Arraes. Agora, é Aliança Pelo Brasil", disso o pastor, ao lado de Gilson Machado e Coronel Meira.

Conheça as diretrizes do novo partido de Bolsonaro

partido Aliança pelo Brasil teve no dia 21 de novembro a sua convenção de lançamento, sob forte discurso de respeito a Deus, a religiões e de oposição a movimentos de esquerda. O evento contou com a presença dos filhos Flávio (sem partido) e Eduardo (PSL-SP). E o Aliança pelo Brasil, ao que tudo indica, poderá ter o número 38. "O número escolhido é o 38, é um bom número, tínhamos poucas opções, e 38 é um número mais fácil de gravar", afirmou o presidente, em live no Facebook. 

Em um auditório lotado de um hotel de luxo de Brasília, a advogada Karina Kufa, que é primeira tesoureira, fez a leitura dos princípios do partido, que é o nono de Bolsonaro . "O povo deu norte da nova representação política. Em 2019, novo passo precisa ser dado. Criar partido que dê voz ao povo brasileiro", afirmou. Leia no fim deste texto a íntegra do documento.

O programa do Aliança pelo Brasil tem os seguintes princípios

  • Respeito a Deus e à religião
  • Respeito à memória e à cultura do povo brasileiro
  • Defesa da vida
  • Garantia de ordem e da segurança

Karina Kufa afirmou que o partido é conservador, comprometido com a liberdade e ordem, soberanista e de oposição às "falsas promessas do globalismo".

O programa do Aliança pelo Brasil afirma que o partido "reconhece o lugar de Deus na vida, na história e na alma do povo brasileiro". Há ainda defesa da posse de armas. Karina disse que o partido "se esforçará para divulgar verdades sobre crimes do movimento revolucionário, como comunismo, globalismo e nazifascismo". Ainda segundo a advogada, o partido estabelecerá relações com siglas e entidades de países que "venceram o comunismo", como os do Leste Europeu.

"O Aliança pelo Brasil repudia o socialismo e o comunismo", disse Karina. A frase foi bastante aplaudida pelos presentes. A plateia começou a gritar: "A nossa bandeira jamais será vermelha".

Comissão provisória do Aliança pelo Brasil

  • Presidente da comissão provisória: presidente da República Jair Bolsonaro
  • Primeiro vice-presidente: senador Flávio Bolsonaro
  • Segundo vice-presidente: Luis Felipe Belmonte
  • Secretário-geral do partido: Admar Gonzaga Neto
  • Primeiro secretário adjunto: Antonio Gomes
  • Primeira tesoureira: Karina Kufa
  • Segundo tesoureiro: Marcelo Costa Campos

A maioria dos parlamentares do PSL, que pretendem migrar para a nova sigla, ocupava as primeiras fileiras do auditório. Alguns não conseguiram lugar nas primeiras cadeiras porque chegaram mais tarde. Outros quase não conseguiram entrar. Havia ainda dezenas de apoiadores ao lado de fora do auditório, por causa da lotação. Apenas poucos jornalistas tiveram acesso ao auditório principal.

Veja como foi a cerimônia de lançamento do Aliança pelo Brasil

Na convenção, onde maior parte da imprensa não teve acesso, Bolsonaro disse que a Aliança não é ''um negócio'', e que saiu do PSL por isso. "Fiquei 28 anos dentro do parlamento. Dois anos como vereador no Rio de Janeiro, 30 anos de vida pública, nunca tive um diretório municipal. Em parte, o problema que tivemos no partido que deixei há poucas horas foi essa questão: negociar legenda, vender tempo de televisão e fazer do partido um negócio", afirmou.

''Partido terá número 38''

Em transmissão ao vivo no Facebook, Bolsonaro disse que não tinha muitas opções de escolha para o número do partido, que, segundo ele, é o 38. "É um número mais fácil para gravar", explica na live sobre o número de um dos modelos de revólver mais comum.

Bolsonaro afirmou que a nova legenda terá um perfil conservador e dará "crédito" aos valores familiares. "O estatuto está muito bonito, mas nós queremos que isso na prática venha a se fazer valer quando ele for criado", disse. 

Texto do programa-fundador da Aliança pelo Brasil lido por Karina Kufa

“Há na vida de uma nação momentos privilegiados em que a vocação de um povo se descortina diante de seus olhos. Consciente de sua identidade, o povo inteiro se move, escolhendo seus próprios caminhos, na luta contra a injustiça e a tirania, para libertar-se do julgo da mentira por meio do conhecimento, da verdade, cujo autor é Deus. Que dotou todos os homens de direitos inalienáveis e fundamentais.

Em 2018, o povo deu o norte da nova representação política que buscou ao sair às ruas, baseada na verdade, na sinceridade e na conservação dos valores fundamentais da alma brasileira.

Agora, em 2019, um novo passo precisa ser dado, o da criação de um partido político que dê voz ao povo brasileiro, que garanta a ele efetiva representatividade e que esteja em consonância com os anseios populares.

Um partido conservador, comprometido com a liberdade com a ordem e que possa servir ao povo brasileiro como um instrumento seguro para a repercussão de sua voz, para sua plena representação e para a realização de sua vocação, em harmonia com as tradições históricas, morais e culturais da nossa nação brasileira.

Um partido político soberanista. Comprometido com a autodeterminação, e não com os objetivos e com as falsas promessas do globalismo. Convicta disso, porque é o caminho que a providência divina vem sucessivamente atestando e que o povo repetidamente aponta, a Aliança pelo Brasil apresenta agora seu programa, sob as seguintes bases e objetivos:

Primeira base. Respeito a Deus e à religião

Em primeiro lugar, a aliança pelo Brasil reconhece o lugar de Deus na vida, na história e na alma do povo brasileiro. Que é um povo religioso e solidamente educado nas bases do cristianismo e suas variadas vertentes e expressões. Contra fatos, não há argumentos. O primeiro ato oficial celebrado em terras brasileiras foi uma missa. O primeiro nome que nos foi atribuído, Terra Santa de Cruz. O primeiro processo de nossa alfabetização primária esteve a cargos de ordens religiosas. Até agora, são as devoções e os cultos populares que todas as religiões dão vida, forma e cor ao povo brasileiro. A relação entre a nação e Cristo é intrínseca, fundante e inseparável. Por esse motivo, o partido toma como seus os valores fundantes do evangelho e da civilização ocidental, herdeira do virtuoso encontro entre as cidades de Jerusalém, de Atenas e de Roma. Ciente de que o povo brasileiro acredita que Deus é o garantidor do verdadeiro desenvolvimento humano, pois a dignidade da pessoa humana advém do dato de que todos os cocidadãos brasileiros serem filhos de Deus, dotados por ele e de direitos inalienáveis.

O partido reconhece essencialmente os valores objetivos da verdade, da justiça, da liberdade responsável e da lei natural como norteadores da sua ação pública. Além disso, compromete-se a defender a liberdade de expressão religiosas, resguardada a justa ordem pública, e a combater qualquer forma de discriminação, hostilidade e menosprezo à religião, especialmente na vida pública. De fato, jamais a laicidade do Estado significou ateísmo obrigatório, como ocorre nos regimes totalitários, que perseguem a religião. A laicidade não revoga a história da formação de um povo nem se confunde com o ódio à religião. Essa interpretação, aliás, é exatamente um dos muitos sintomas do que foi apresentado na introdução. Subversão , aviltamento ultraja os valores mais caros ao povo. Ao contrário, reconhecendo a justa autonomia da ordem política e da ordem religiosa que a precede, o partido propõe o desenvolvimento de uma sadia cooperação entre essas duas esferas para o bem comum, mesmo porque o povo é majoritariamente religioso e não pratica exclusão de Deus das suas vidas. Logo, não devem fazê-lo seus representantes;

O nosso segundo princípio basilar da Aliança pelo Brasil - Respeito à memória, à identidade e à cultura do povo brasileiro.

O partido compreende que uma aliança é um elo de lealdade e fidelidade por amor. Por isso, reconhece como seus predecessores todos aqueles que amaram e lutaram pelo Brasil, em todas as épocas, desde a sua fundação, e aqueles que ainda lutarão pela conservação e pelo crescimento desse País. São aliados os patriotas do passado, do presente e do futuro. Unidos por um vínculo moral e de lealdade à pátria. Por esse motivo, a Aliança pelo Brasil prestará plena adesão à herança cultural de nossa nação e buscar conservar as marcas fundantes da alma brasileira, bases que garantiram a coesão de nosso grande território e a possibilidade de que todos os brasileiros, das mais diversas regiões e de diferentes costumes, pudessem se ver como irmãos de sangue e de pátria, na unidade de tradição de língua e de cultura. O partido se compromete a lutar na cultura pela restauração dos valores tradicionais do Brasil, consolidados no pensamento e na vida de grandes homens e mulheres do passado, heroicos exemplares da virtude e vigor brasileiros, cuja lista seria impossível conter aqui, os quais podem com razão ser chamados de fundadores e formadores do Brasil. A restauração da cultura envolve ainda o reconhecimento a tudo de bom que herdamos de outras nações. A exemplo das tradições lusitanas, hispânicas, do direito romano, da filosofia grega, da moral judaico-cristã, e ainda aquilo que o Brasil pode aprender no presente com os povos, com adaptação à nossa realidade e aos nossos valores, pois, como diz São Paulo, "examinai todas as coisas, ficai com o que é bom".

A Aliança pelo Brasil também se compromete com a conservação e a restauração da língua portuguesa como um dos pilares de sustentação da nossa nação e se esforçará pela defesa de sua integridade e pela oposição a qualquer iniciativa que vise a sua desfiguração. Mas à memória também dos erros, cuja compreensão deve fortalecer-nos para que novos ou piores equívocos não sejam cometidos no futuro. Por isso, o partido se esforçará por divulgar a verdade sobre os males e os crimes das mais várias faces do movimento revolucionário, como o socialismo, o comunismo, o nazi-fascismo e o globalismo. Ideologias nefastas, que tanto mal causaram e ainda causam ao Brasil, à América Latina e a todo o mundo. Para isso, o partido buscará também estabelecer relações de cunho político com entidades e partidos conservadores similares, em outros países que venceram o comunismo, tais como os países do leste europeu, e que enfrentam o globalismo, a exemplo dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Itália, da Polônia, da Hungria e de Israel, dentre inúmeros outros notáveis exemplos, para enriquecer-se por meio de troca de ideias e experiências;

Agora vamos para o terceiro princípio - Defesa da vida, da legítima defesa, da família e da infância.

O partido está convicto de que nenhum progresso será obtido sem a defesa da vida humana, desde a concepção. A vida é o primeiro dos direitos. Sem vida, não há mais o que defender, pois a morte já terá encerrado a possibilidade de qualquer outro direito. Todas as propostas do partido relacionadas à saúde e ao bem-estar do povo brasileiro deverão ter como norte a defesa da vida humana em todas as suas fases, pois não existe verdadeira saúde onde a morte é política pública. A Aliança pelo Brasil defenderá também o valor da maternidade como um dos fundamentos da sociedade, esforçando-se para combater qualquer iniciativa de desconstrução desse valor e para que todas as mulheres gestantes e mães possam ter condições dignas de vida, de gestação e de criação de seus filhos. Outrossim, o partido se compromete a lutar incansavelmente até que todos os brasileiros possam ter plenamente garantido o seu direito inalienável de possuir e portar armas, para a sua defesa e dos seus. Bem como de sua propriedade e de sua liberdade. O partido entende que a legítima defesa é um direito fundamental de todos os brasileiros e que a sua negativa é uma violação dos direitos naturais da pessoa humana.

A Aliança pelo Brasil se compromete também com a defesa da família como núcleo natural e fundamental da sociedade. A proteção à infância e à inocência das crianças brasileiras Será um dos objetivos principais da Aliança pelo Brasil, pois, sem que essas futuras gerações sejam protegidas, o País estará fadado ao fracasso. E nossa aliança intergeracional pela pátria estará comprometida. O partido combaterá a pedofilia e o tráfico de crianças, lutando por penas e mecanismos punitivos mais severos para esses graves crimes. Combaterá ainda a erotização da infância e a ideologia de gênero, lutando para banir completamente essa chaga ideológica de nosso país. É propósito da Aliança pelo Brasil retirar o país dos graves índices de analfabetismo gerado por métodos pedagógicos fracassados e garantir a liberdade curricular e de ensino, bem como a pluralidade das abordagens pedagógicas;

Vamos agora para o nosso quarto princípio - Garantia da ordem, da representação política e da segurança.

Nenhum país poderá se dizer próspero e fundado sobre a justiça enquanto bandidos estejam no poder, munidos de armas ou de canetas. Por isso, a Aliança pelo Brasil preta seu compromisso com a garantia da ordem. Não apenas à ordem público e social, mas também à ordem moral e jurídica. Para a garantia da ordem, o partido se empenhará para criar um ambiente de segurança jurídica no Brasil, essencial para qualquer desenvolvimento integral. Não será possível o crescimento dos brasileiros se não se disporem garantidas pelo Estado a segurança de seus contratos, a previsibilidade das ações do poder público, sem surpresas ou mudanças bruscas que afetem situações já construídas através de atos jurídicos perfeitos ou coisa julgada, e a simplicidade e a clareza das normas, que pesam sobre o cidadão e em especial o cidadão empreendedor, gerador de empregos, e o cidadão pagador de impostos, que carrega o custo do Estado nas costas. A Aliança pelo Brasil compromete-se com defesa plena da integridade territorial brasileira, especialmente da Amazônia. O partido empenhar-se-á pela defesa das forças militares e policiais e buscará meios para garantir-lhes melhores condições de trabalho, de remuneração e de segurança física, financeira e jurídica para si e para suas famílias.

O Brasil possui um grande débito com as forças militares e policiais. Pessoas que arriscaram suas vidas e também a de suas famílias para que todos os outros brasileiros possam ter segurança. O partido se esforçará, dentro de suas possibilidades, para que esse débito seja pago, que os soldados ativos possam exercer com efetividade seu trabalho, que os veteranos possam ter tranquilidade na reserva e aqueles que tombarem na batalha sejam devidamente reconhecidos e honrados. Atenção primordial será dada pelo pelo partido ao combate aos crimes de corrupção, de narcotráfico e de terrorismo; defesa do livre mercado, de propriedade privada e do trabalho. A Aliança pelo Brasil repudia o socialismo e o comunismo em todas as suas vertentes e se empenhará para sejam reduzidos. E, quando possível, eliminados os controles e as interferência estatais sobre a economia através de mecanismos burocráticos, tributários ou regulatórios.

O partido promoverá a proteção da livre iniciativa e do livre exercício da atividade econômica, e defenderá o papel fundamental e positivo da empresa, do livre mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade dos meios de produção e da livre criatividade humana no setor da economia. Reconhece ainda o lugar das famílias e dos pequenos empreendedores como produtores de riqueza de acordo com o princípio da subsidiariedade. Por esse motivo, o partido defende que a propriedade privada é um valor fundamental e um direito inalienável do homem, tanto quanto a liberdade de dispor dela livremente com honestidade e responsabilidade. A Aliança pelo Brasil entende que a liberdade econômica não se contrapõe à existência moral, mesmo porque apenas um povo moral é capaz de agir decentemente em suas relações comerciais, com honestidade, boa fé e confiança.

Concluindo, a Aliança pelo Brasil está convicta de que, com base nesses princípios, conseguirá capitanear um projeto de restauração nacional, que elevará o Brasil no contexto das nações e recuperará o orgulho do povo brasileiro pelo seu país, desenvolvendo-lhe o poder sobre seus representantes e gerando uma nação próspera, consciente de si, resolvida com a sua identidade, atenta a sua herança, à sua memória e aos valores fundamentais, pronta para enfrentar o futuro grandioso para o qual foi chamado.

Muito obrigada.

E está agora apresentado os princípios basilares da Aliança, que espero que seja não só um novo partido mas o maior partido da história do Brasil."

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