ELEIÇÕES 2016

Caruaru: segurança como prioridade da prefeita eleita Raquel Lyra

Entre as ações estão: instalação de câmeras de monitoramento, reforço na iluminação pública, ronda rural e aumento na guarda municipal

Marcela Balbino
Marcela Balbino
Publicado em 01/11/2016 às 6:14
Foto: Roberto Pereira Jr./Divulgação
Entre as ações estão: instalação de câmeras de monitoramento, reforço na iluminação pública, ronda rural e aumento na guarda municipal - FOTO: Foto: Roberto Pereira Jr./Divulgação
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Eleita primeira prefeita de Caruaru, em uma disputa acirradíssima, a deputada estadual Raquel Lyra (PSDB) promete adotar como prioridade, a partir do dia 1º de janeiro, as ações para segurança. A cidade amarga índices elevados de violência e, ano passado, foi alçada ao topo do ranking das mais violentas do Estado. Toda a campanha da neotucana foi calcada em propostas para a área. Raquel será sabatinada nesta terça-feira (31) pelos jornalistas do SJCC. Ela dará entrevistas ao Resenha Política, a Rádio Jornal e a TV Jornal.

Entre as principais ações previstas pela prefeita eleita estão: instalação de câmeras de monitoramento, reforço na iluminação pública, ronda rural e aumento na guarda municipal, que hoje é formada por 38 profissionais. O programa de segurança, diz ela, é inspirado no modelo do Pacto pela Vida, famoso nas gestões do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Ela também percorreu cidades da Colômbia para conhecer in loco iniciativas de combate à violência.

“Vamos colocar na mesa todo mundo que tem responsabilidde e enfrentar diretamente a criminalidade - Polícia Civil, Federal, Rodoviária Federal, Ministério Público, Poder Judiciário e a Prefeitura nas ações de combate efetivo”, explicou. Raquel já foi delegada da Polícia Federal, onde atuou até 2005, quando prestou concurso para procuradora do Estado. 

Durante a campanha, tanto ela quanto o adversário Tony Gel (PMDB) convergiram quanto à mudança da estrutura do 4º Batalhão da Polícia Militar, para que ele atuasse somente no município. Atualmente, ele atende outras nove cidades. Ao longo da disputa, o peemedebista chegou a cobrar a paternidade da promessa, afirmando que já tinha apresentado a proposta ao governador Paulo Câmara (PSB)e declarou que a oponente estava copiando. 

Em meio às dificuldades orçamentárias, Raquel não antecipou cenários e justiticou que ainda vai começar o processo de transição para tomar pé da situação financeira da cidade. Mas ela antecipou que vai diminuir o número de secretarias e terá um “choque de gestão”. Atualmente, a questão previdenciária é um dos principais problemas nas contas da cidade. 

ALIANÇAS E ARESTAS

Após ser preterida pelo PSB e encontrar abrigo no ninho tucano, Raquel reuniu em torno da sua candidatura um novo polo de forças que se contrapõe à Frente Popular. Estiveram com ela o senador Armando Monteiro Neto (PTB) e os ministros Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM) – os três nomes têm sido ventilados para encabeçar uma chapa majoritária em 2018 de oposição a Paulo Câmara. 

No primeiro turno, o governador apoiou no primeiro turno Jorge Gomes (PSB) e Tony Gel na segunda etapa. Até ontem, ele não tinha ligado para a nova prefeita. Secretários estaduais também gravaram vídeos para os guias dos adversários da ex-aliada.

“Agora é desarmar palanque e governar para uma Caruaru para todos”, afirmou Raquel. Um dia antes da votação do segundo turno, João Lyra divulgou uma nota acusando a SDS de abuso de poder para intimidar a campanha da filha. 

O presidente estadual do PSDB, Antônio Moraes, avalia que ainda é cedo para falar em 2018, mas pontua que “não restam dúvidas” que existem nomes a serem colocados e cita os ministros pernambucanos do PSDB e DEM, cujos partidos foram retirados do governo. 

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