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Priscila Krause acusa Paulo de esconder apoio dado a Temer

Deputada estadual, Priscila afirmou que o governo de Pernambuco não recebeu repasses federais para a Adutora do Agreste por conta de nome sujo no CAUC

Editoria de Política
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Publicado em 29/08/2018 às 16:30
Foto: Guga Matos / JC Imagem
Deputada estadual, Priscila afirmou que o governo de Pernambuco não recebeu repasses federais para a Adutora do Agreste por conta de nome sujo no CAUC - FOTO: Foto: Guga Matos / JC Imagem
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As afirmações do presidente Michel Temer (MDB) sobre a sua relação com o governador Paulo Câmara (PSB) na Rádio Jornal na manhã desta quarta-feira (29) repercutiram em todo o Estado. A deputada estadual Priscila Krause (DEM), integrante da coligação "Pernambuco Vai Mudar", encabeçada pelo senador Armando Monteiro (PTB), acusou o socialista de tentar esconder o apoio dado à Temer, inclusive na votação do impeachment da então presidente Dilma Roussef (PT).

Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o presidente Michel Temer contradisse as críticas feitas por Paulo Câmara ao afirmar que não deixou de contribuir com Pernambuco durante sua gestão, e ressaltou que tinha um bom relacionamento com o governador. "Você lembra que ele me deu apoio, os deputados ligados a ele votaram pelo impeachment sem que eu fizesse qualquer pedido", relembrou o presidente. "Tenho uma relação de oito páginas cheias do que foi feito por Pernambuco. Em todas as áreas houve um trabalho muito intenso", garantiu, enfatizando o investimento nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Ouça a entrevista de Temer:

Priscila Krause disse que a discussão precisar ser "justa com os fatos", pois segundo ela, por diversas vezes Paulo Câmara "tirou foto em Brasília com ministros que estavam liberando verba para Pernambuco". "A própria Adutora recebeu vultosos recursos federais em dezesseis e dezessete, aumentando o ritmo da obra", afirmou a parlamentar. Durante o governo de Temer, quatro ministros pernambucanos comandaram ministérios. Foram eles Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Mendonça Filho (DEM), da Educação, Fernando Filho (DEM), de Minas e Energia e Raul Jungmann (PPS). 

Adutora do Agreste

A deputada aproveitou para ressaltar a não liberação de recursos federais para a Adutora do Agreste no ano de 2018. "Nós detectamos novamente que desde 29 de maio o CNPJ de Pernambuco está inscrito no CAUC e isso pode impedir, mesmo com a decisão política, da União repassar recursos voluntários, que são os não obrigatórios", acrescentou. 

Segundo Priscila, no sistema constam débitos com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de 16 de agosto, e irregularidade, datada em 29 de maio, na execução física do objeto do convênio do Sistema Adutor de Limoeiro (de 2008 a 2012) com recursos oriundos do Ministério da Integração Nacional. Ela cita a liberação de R$ 70 milhões do governo federal para a Adutora em maio deste ano, mas afirmou que é possível que a inadimplência do dia 29 daquele mês tenha impedido tal repasse. 

"Por trás do oportunismo de mudar de lado e esquecer que sempre esteve com Temer, o governador precisa admitir que andou devagar para tirar o estado da lista de inadimplentes. A inadimplência ocorreu em maio e a ação no STF só foi protocolada em julho, mesmo assim sem a juntada de alguns documentos. São fatos de responsabilidade da administração estadual", completou.

Paulo rebate Temer

Após o presidente Michel Temer declarar que não negligenciou Pernambuco durante seu governo, o governador Paulo Câmara voltou a afirmar que o Estado foi discriminado, em suas palavras, pela gestão de Temer. Segundo o governador, o presidente "só beneficiou os estados ricos" e "não olhou o Nordeste, não ajudou Pernambuco, não teve compromisso conosco" e frisou que não recebeu "nem um real" para algumas obras.

Quanto as declarações do peemedebista sobre a boa relação que ambos tinham no passado, Paulo também rebateu: "Vamos primeiro separar o que é cordialidade do que é apoio. É bem diferente. O presidente Temer não tem o nosso apoio e nunca teve em nenhum dos momentos do nosso governo. Éramos a favor de novas eleições e nunca aceitamos cargos no governo do Temer".

Ouça entrevista de Paulo:

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