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Empreender após os 50 é uma oportunidade de recomeçar. Veja como tirar seu negócio do papel nessa fase da vida

O que fazer após anos de trabalho quando ainda se sente saudável, ativo e cheio de vida pela frente?

Felippe Pessoa
Felippe Pessoa
Publicado em 31/08/2020 às 6:30
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Empreendedoras após os 50 - FOTO: Foto: Cortesia
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Aposentadoria. Essa palavra pode ser um alívio para alguns e um verdadeiro tormento para outros. Afinal, o que fazer após anos de trabalho quando ainda se sente saudável, ativo e cheio de vida pela frente? De fato, a aposentadoria significa um merecido descanso para aqueles que passaram a vida inteira se dedicando a uma atividade profissional e não veem a hora de ter tempo para a família. Mas também pode ser uma chance de recomeçar, de tirar do papel um antigo sonho de empreender, de se dedicar a um hobby que vira profissão.

No Brasil, a idade média de concessão da aposentadoria por tempo de contribuição é de 55,6 anos para homens e 52,8 anos para mulheres. Em contrapartida, a expectativa de vida é de 79 anos para homens e 84 para mulheres. Aí vem a pergunta: o que fazer para manter-se ativo após se aposentar? Ou como se reinventar num momento em que muitos estão desacelerando?

Para as irmãs Germana Carvalheira e Rosa Monte a chegada dos netos despertou o desejo de empreender numa atividade que sempre gostaram. Germana é Fonoaudióloga de formação e sempre teve uma rotina agitada. Atuou por mais de 20 anos em clínica com tratamento de crianças com transtornos motores e de comportamento, além de trabalhar na AACD e lecionar nos cursos de graduação e pós-graduação da UFPE e da Faculdade de Olinda. Isso, sem esquecer as demandas do marido e dos 4 filhos.

Rosa é Arquiteta de formação, teve escritório e tinha a rotina corrida de atender clientes, visitar parceiros e se debruçar nos projetos. Estava afastada da arquitetura se dedicando a família, mas o desejo de empreender sempre esteve presente em sua vida.

As duas sempre foram apaixonadas por crianças e não viam a hora de ser avós para se dedicar e aproveitar cada momento dos netos. Foi aí que, há 4 anos, surgiu a Casa 3 Ateliê, especializada em enxoval de bebês, lembrancinhas de maternidade, aniversário, batizado e outros mimos feitos com capricho e muito amor para os pequenos. “Não me arrependo um só minuto de ter abandonado a fonoaudiologia, por que assim como me dediquei a essa profissão tão maravilhosa cuidando com tanto carinho dos meus pacientes, hoje recebo nossas clientes com todo cuidado, atenção e dedicação que eles merecem”, diz Germana.

Para Rosa, a Casa 3 Ateliê é a concretização de um sonho e a possibilidade de profissionalizar o que ama: a arte, a criatividade e os netos. “A maturidade, juntamente com o aprimoramento acadêmico, especialização em ergonomia e mestrado em engenharia de produção, me incentivaram ainda mais a investir no meu próprio negócio”, destaca Rosa.

Idealmente, essa transição entre a atividade profissional desenvolvida ao longo da vida e a estruturação de um novo negócio deve ser feita de maneira cautelosa e com baixo risco. Se possível, começar com algo que não precise de altos investimentos e de maneira orgânica como fizeram Germana e Rosa. As irmãs começaram aos poucos, fazendo o enxoval dos netos, aceitando encomendas das amigas e divulgando o negócio no boca a boca. Assim, os riscos e a possibilidade de ter uma dor de cabeça nessa altura da vida são mais baixos.

Mas como destacou Rosa, investir em conhecimento é essencial. Sim, é preciso voltar a estudar. Por mais que a vida profissional tenha trazido muita experiência, é interessante ter uma orientação para lidar com as mudanças, atualizar-se com novas tecnologias, novas técnicas e comportamentos. Assim, o negócio já nasce antenado.

Outra dica interessante é ter um trabalho flexível. Depois de passar anos com compromissos formais, horários rígidos e rotina atribulada, esse novo ciclo deve ser rentável, mas, principalmente, prazeroso. Aliar trabalho com qualidade de vida é o caminho para o sucesso do negócio.

Se você tem vontade de empreender, mas ainda tem receio, planeje-se. Procure ajuda de especialistas, converse com colegas, amadureça a ideia e coloque tudo no papel. Isso vai te dar ideias e te motivar a correr esse risco. Esse frio na barriga é bom e faz parte da vida.

Trabalhar após os 50 anos é benéfico por vários fatores, como para continuar praticando o exercício do cérebro, praticando habilidades cognitivas e motoras e elevar a autoestima, fundamentais para combater transtornos de humor, depressão e outras doenças.

Se você tem esse desejo, vá em frente! Não deixe essa oportunidade passar e muito sucesso!!

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