Cena Política

Acabou a paz no MDB de Pernambuco? Miguel Coelho e Fernando Bezerra devem reabrir disputa por comando da sigla ou sair dela

O MDB tomou uma decisão em relação ao palanque de 2022 e isso desagradou o grupo de Fernando Bezerra que pretende lançar Miguel Coelho para o governo. Vai ter briga, mas situação, hoje, é diferente de 2018.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 13/07/2021 às 10:19
Análise
FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Miguel Coelho, prefeito de Petrolina - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, lamentou em nota a decisão do MDB que confirmou o apoio ao PSB em 2022.

No fim de semana, Miguel foi avisado pelo senador Jarbas Vasconcelos (MDB) e pelo deputado e presidente estadual do partido, Raul Henry (MDB), de que o partido vai seguir na Frente Popular.

A nota é crítica e determinada, mas não raivosa, o que deixa espaço para que as coisas terminem em paz.

A verdade é que, desde o início, quando avisou que tinha a intenção de concorrer ao governo, o prefeito de Petrolina sabia que não teria apoio do MDB.

O partido está muito comprometido com os socialistas desde 2014. Não é uma relação perfeita, há muitas arestas, mas há comprometimento.

Até por isso, Coelho já tem uma alternativa posta: o DEM. Mendonça Filho, que comando o Democratas no estado, já colocou o partido à disposição.

A outra opção é apelar para a natureza litigiosa de nossa sociedade e brigar pra tentar controlar o partido aqui.

Isso já aconteceu em 2018, quando Fernando Bezerra Coelho enfrentou Jarbas e Raul tentando assumir a presidência da sigla em Pernambuco.

Os tempos, porém, são outros.

Na época, o maior apoio que FBC tinha era o presidente nacional do MDB, Romero Jucá, e não foi vitorioso.

Hoje, o presidente nacional do MDB é Baleia Rossi, que trabalha para afastar o partido de Bolsonaro, de quem FBC é líder.

O caminho deve ser o DEM mesmo.

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