Estudos questionam a eficiência de lockdowns adotados em todo o mundo

Cientistas concluem que o vírus retrocedeu de forma autônoma antes de qualquer efeito da medida e o clima (chegada do verão) fez sim diferença. Leia a opinião de Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 14/06/2021 às 7:29
MANIFESTO No texto, especialistas apontam que efeito devastador da pandemia sobre a economia mostra a precariedade do sistema de proteção social Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL


Estudos questionam 'lockdowns'

O Instituto Americano para Pesquisa Econômica (AIER) publicou análise de uma série de 35 estudos de 2020 questionando a eficácia de lockdowns adotados em todo o mundo. A conclusão foi que esse tipo de fechamento não deu certo como previsto "por uma variedade de razões", entre elas substituir "100 anos de conhecimento sobre saúde pública por imposições não testadas", que impactam a liberdade e direitos humanos. Estudo alemão mostrou que "lockdown completo e testagem em massa não foram associados à redução de casos críticos ou mortalidade geral". Cientistas concluem que o vírus retrocedeu de forma autônoma antes de qualquer efeito da medida e o clima (chegada do verão) fez sim diferença. Em Israel, estudo revelou pequena vantagem do lockdown completo em comparação a outras formas, mas ao custo de US$50 milhões por óbito.

Miséria persiste no Brasil

Há 10 anos, em junho de 2011, poucos meses após assumir o cargo de presidente da República, a petista Dilma Rousseff prometeu acabar com a pobreza extrema com o lançamento do programa "Brasil sem Miséria". Existiam 16,2 milhões de brasileiros abaixo da linha da miséria, segundo o anúncio feito com toda a pompa no Palácio do Planalto, sem contar a propaganda que se seguiu, tudo muito caro. A mente tortuosa da petista considerava que a miséria poderia ser solucionada por decreto. No início de 2016, meses antes de Dilma se enxotada, o número de miseráveis já havia crescido para 9,2% da população, segundo o IBGE. O IBGE verificou que a pobreza extrema chegou a cair entre 2012 e 2014 no Brasil, mas, desde então, só faz crescer. Até cair um pouco, em 2019. Em 2020, a estimativa do IBGE foi que disparou o número de brasileiros que viviam abaixa da linha da extrema pobreza, após a pandemia. O Brasil sem Miséria propunha ampliar o Bolsa Família e criar o "Brasil Verde", para "capacitação de trabalhadores" e "construção de cisternas".

 

Máscaras

O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) não concorda em tornar facultativo o uso máscaras, mas, experiente, cumpriu a ordem de realizar estudos. Que apontarão pela inviabilidade da medida, ao menos por enquanto.

Sem pressa

O Supremo Tribunal Federal ainda não recebeu qualquer recurso contra a decisão de dispensar Wilson Lima de comparecer à CPI, onde, aliás, o governador do Amazonas tem fraternais amigos.

Frase

Medidas inefetivas produzem efeitos negativos."

Senador Marcos Rogério sobre o STF dar poder a estados e municípios na pandemia

Conduta

"Não acho que Lula, como presidente do gabinete paralelo da CPI, aprove essa conduta desinteligente". Assim o deputado José Medeiros reagiu à "antecipação do relatório" feita pelo relator da comissão.

Avanço de obra

O ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) comemorou o avanço da obra de construção da ponte na BR-153 sobre o Rio Araguaia entre Tocantins e Pará. "Dentro do cronograma. Ninguém mais precisará pagar balsa".

Debates

Realiza três reuniões, esta semana, a comissão especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição estabelecendo a impressão do comprovante do voto na urna eletrônica.

Pingos nos "is"

Vítima de fake news, a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR) gravou um vídeo soltando os cachorros e colocando pingos em cada i: "Se me cutucarem, vou pra cima. Não nasci segurando o medo nas mãos".

 

 

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