Coluna Cláudio Humberto

Com Bivar mandando recados de que União Brasil vai desembarcar da terceira via, Tebet se vê num impasse

A convenção do MDB que vai oficializar o nome de Simone Tebet, ou a puxada de tapete, deve ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto

Cláudio Humberto
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Cláudio Humberto
Publicado em 03/05/2022 às 7:44
EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
Facções do MDB aceleraram a fritura da candidatura à presidência de Simone Tebet - FOTO: EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
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Com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, mandando recados que seu partido vai desembarcar da 3ª via, facções do MDB aceleraram a fritura da candidatura à presidência de Simone Tebet. Alegam que sem o caixa do União Brasil e seu tempo de TV, a candidatura fica ainda mais difícil. O grupo mais barulhento é liderado por Renan Calheiros, que defende a posição minoritária de arrastar o partido a apoiar Lula (PT). O MDB no Sul prefere seguir Jair Bolsonaro (PL), e há os que querem "apoiar Simone Tebet no primeiro turno" ou liberar os diretórios regionais.

O senador Eduardo Braga (MDB), que presta obediência a Renan, além Romero Jucá (RR), que o detesta, e Eunício Oliveira (CE), apoiam Lula. Tebet se vê num impasse: a disputa o Planalto foi a saída honrosa para evitar o confronto com Tereza Cristina (PP), favorita à sua vaga.

A convenção do MDB que vai oficializar o nome de Simone Tebet, ou a puxada de tapete, deve ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

De longe

Para o presidente do Cidadania (ex-PPS), Roberto Freire, os protestos "vazios" do Dia do Trabalho tinham
"a clara intenção" de serem atos de campanha de Lula e Bolsonaro. "Ajudaram no esvaziamento", explica.

STF avalia se vai peitar Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) nada tem a fazer, sobre o decreto de graça de Jair Bolsonaro, senão
acatar o ato de soberania do presidente da República. Mas não fará isso. O governo trabalha com a
informação de que os "cabeças" do STF não têm feito outra coisa, há mais de uma semana, senão discutir formas de tornar sem efeito o decreto que beneficiou o deputado Daniel Silveira. Prender o deputado virou "questão de honra" para alguns ministros, fazendo valer o julgamento no plenário.

A decisão de Alexandre de Moraes de prorrogar por 60 dias o inquérito contra Silveira, foi visto no Planalto como novo ato de perseguição. Mas os conselheiros jurídicos do governo acham que a decisão de Moraes obedeceria à estratégia do STF de "peitar" Bolsonaro. A impressão que dá, no entanto, é que os ministros do STF jogam xadrez sem um adversário focado, no outro lado do tabuleiro.

Acostamento

Líder do Governo, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) vê com senso de humor a dificuldade para se definir uma candidatura única de centro, para presidente da República: "Terceira via, no Brasil, é
acostamento..."

Quem quer?

O ex-presidente Michel Temer afirmou ontem à BandNews TV que "as pessoas querem um candidato de terceira via". Faltou dizer quem são essas pessoas. As pesquisas mostram que os eleitores não querem isso.

Chá de panela

Se a Justiça ainda não conseguiu notificar Janja, a noiva do Lula, para acertar as contas que passam os R
200 mil, como se tem notícia, vai uma dica: a dupla se casa em 18 de maio. Em lugar certo e sabido.

Roda-presa

Com as viagens ao exterior do presidente Jair Bolsonaro, do vice, Hamilton Mourão, e do presidente
da Câmara, Arthur Lira, o roda-presa do Senado, Rodrigo Pacheco, assumirá a Presidência da
República.

Título de eleitor

Nesta quarta-feira (4) acaba o prazo da Justiça Eleitoral para o cidadão emitir, regularizar ou transferir o título de eleitor. A partir de quinta-feira, quem não regularizou, dançou. E não vai poder votar, em outubro.

Frase

"A inflação vem do 'fica em casa, a economia a gente vê depois'" Presidente Jair Bolsonaro a apoiadores, na entrada da residência do Palácio Alvorada

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